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Mostrando postagens de Novembro, 2017

Estopor

Você me detém sem violência, como uma brisa fria e natural na noite silenciosa. Nenhuma coisa parece absurda se você está, inclusive minha dificuldade em saber onde estou é constante. Esse estado permanece em meio às lembranças que se manifestam desordenadamente em conexões alcoolizadas, completamente en pedo. Seria bom saberes que eu não me responsabilizo. Essa gaveta de emoções se abre involuntariamente, mas sigo paralisada.

Hábitos nocivos

Nada de novo nesta cidade, as pessoas seguem frequentando os mesmo lugares repetidamente, e assim a vida vai passando em meio a cinzeiros cheios adicionados a copos com destilado e gelo.
Decifro teus pixos pouco originais e descubro que meu coração acelera. Somente lembro da tua voz, lançada sobre a cidade de poucas luzes... Teu nome ecoando nos muros e eu desvio o olhar, mas não consigo evitar. Exatamente sobre o que estivemos falando, discutindo linguística para clarificar que o discurso da cidade é de fato inevitável e invasivo. Isso se torna pior quando conheço bem os autores de vários nomes, codinomes e então... meus olhos cruzam com a grafia e eu não sei lidar. Seu nome é arrepio, lembranças vazias e promessas falsas.
A noite me faz escapar, de repente esqueço e os outros se tornam interessantes, porque estão sempre presentes. Observo e a menina me pergunta se eu tenho batom, - pior que não trouxe.
Nenhum daqueles rocks foi capaz de me reviver, continuei entorpecida em meio a ca…

Fogo lento

Onde estão os desprotegidos que invalidam tudo? Eu acabei falando verdades dolorosas demais?
Parece que nenhuma música pode traduzir este tipo de sofrimento. Se todos pensam que fiz sem razão, quem poderia me ajudar a pensar que não sou, se justamente fiz tudo isso...
Deve ser impossível consertar esse tipo de caso, se distingue por ter razão sim, porque nada é despossuído de lógica completamente.
Sobre a mesinha de cabeceira de cama restam livros de boa e velha contracultura, além de cartas de amor dentro de os ratos, aquele que te dei na biblioteca, comprei por três reais. Enfim... Sabia que valia a pena a leitura, porque eu conheço bem sobre a literatura em geral, ainda mais gaúcha.
Desprende o lacre. Os meus cofres estão vazios desta vez, e sim, não resta nada além de dinheiro eletrônico e invisível, sem cheiro e sem cor para mim. Novas visões e empreendimentos se lançam e não existirá fronteira alguma entre sonho e realidade.
Entre outros fatos além de míope e distante: não exist…