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Mostrando postagens de Novembro, 2015

Olhe dentro dos meus olhos e só enxergará escuridão

Eu não tinha nada para contar até então, até que tomei um doce. Vozes em meu ouvido, não me olhe, olhe para ela, eles, não me enxerguem, ando querendo matá-los, meu corpo tremendo, não tentem me encontrar, não me empurrem. Vou gritar e querer brigar, vou querer saber, vou olhar dentro do olho e ninguém escapará. Quero muitas coisas diferente por segundo, vou rir alto e todos saberão que sou eu. Revendo meninas, garrafas de vodka, cigarro longo de puta maluca, você não me escuta e não sinto mais nada, minutos inteiros e eu impassível. Vazia e transbordante, me contradizendo, é uma pena que eu seja tão ruim e ou outros pior ainda.
A casa vazia, sendo pintada. Minha boca amarga, chiclete. Quero correr, mas deito na cama.

Arte em mim

Há quanto tempo não escrevo... Um ano se passou e tudo mudou, estou velha e bem melhor. Olhe-me de cima para baixo. Beijem meu ombro sem que suas mulheres saibam. Depois que deitaram em minha cama só comeram as exclusivas, já que as vagabundas nunca aprendem e seguem sendo as mesmas, enquanto eu reparo e nada mais digo, são muitas notas de cem para eu contar.
Esfumaço tudo, escrevo em tudo, idiomas, poesia, literatura, Woolf, Nega Carolina, mil outras meu espelho de corpo inteiro e interno. Visualizem, às vezes de longe, mas sempre conquisto, sentiu o perfume já não sente o chão em meu poder. Quanto trabalho, ninguém repara nas rimas ruins de vocês, tenho mais uma lista para apresentar, não importa os lugares que vão ou cheguem, eu não me impressiono com a falta de respeito que já presenciei.
Nasci assim.

Por ser fiel, acabei traída

Tento poesia... Não conseguindo, desisto. Apenas versos brancos no meio dos textos. Desvende devagar todos os espaços reservados a nós, porque eu conheço todos esses lugares, não há permissão. Olhe dentro dos meus olhos e não encontrará nada, somente escuridão, relembre um por um e eu terei mais vinte para te contar, muito além do que alguém pode imaginar. Trinta nomes direi, de início, quem julga nunca aprende, nem elas aprendem. Fico intacta no topo e redescubro além de morros aquelas pequenas coisas que aqueles que maldizem não veem todos os dias. Sinto saudade de todos os lados da cidade, queria levar elogios para a literatura e transformar utopias em realidade, meus olhos forçados para enxergar longo sob o sol. Verde. Silêncio quando eu quero gritar e dizer coisas de amor que machucam. Gritos quando quero silenciar minha falta de autocontrole. Saiba lidar com isso pelo menos vinte cinco vezes por dia e saberá conviver comigo. Ando escondida, passo aqui, passo ali, milhões de págin…