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Mostrando postagens de Outubro, 2015

Crimes que são justificados são perdoados

Deixei os cigarros no carro e ninguém mais liga para mim. Eu fui insensível com ela, mas ela me tratou mal, ignorante e quis me dizer como se trata crianças e como brancos e negros são iguais, expliquei à ela que estava errada, porém ninguém gosta de ouvir a verdade.
Meu cabelo está como se fosse queimado. Estou muito cansada de tudo, mas vezenquando me pego esperançosa e queimo tudo.
Me leve a lugares onde há sol e eu possa estar descansada, onde possa nadar e olhar o céu com atenção.
Nunca vou deixar que ninguém faça mal a ninguém na minha frente.
Atravessando a rua sem olhar para mim, quero mais gelo na minha bebida. Meu romantismo nunca vai acabar, a poesia se declama em minha mente, mas não vou ganhar nenhum concurso literário e algumas coisas não voltam a ser com o costumavam, mas eu sigo sendo complicada de lidar.
Arco-íris usava uma camiseta do Bob, pediram seda para mim novamente. Ela disse: "Tu fuma e eu represento!".
Jogue as verdades na cara dele para que tudo mu…

Vazio existencial

Odeio quando ainda não é noite escura ou madrugada e as pessoas ficam transitando na rua, querendo um lugar, se empurrando, e eu querendo estar tranquila fumando um...
Ele não quer mais me ver, onde foi parar tudo?
Gosto quando bate a inspiração e eu olho a lua, uma música boa toca. Quando tenho sentimentos de criança nada me abala verdadeiramente, mas isso é tão momentâneo, faço de tudo para eternizar, mas foge da minha mão, a ação do tempo destrói coisas e edifica outras.
Ninguém sabe dos meus critérios e dos meus problemas. Ninguém conhece minhas lutas internas para eu ser quem sou. Sou uma desilusão, com o tempo me percebo, mas não consigo saber de tudo que é bom para mim.

Pensamento-poema

Derrame sobre mim toda tua pele
Contraste em mim
Todo duplo sentido
A poesia suja da rua
Eu jamais admitirei qual é a coisa certa
Meu poema nunca rima
e a fumaça nunca termina.

Os gritos do silêncio

Tranquem-me em um quarto escuro e eu ficarei fazendo fumaça verde e fumaça cinza. Será que ele vai voltar nesse mundo inteiro grande que sempre quer repetir nós dois, em pedaços, divididos, em fases diferentes... mesmos lugares, merecemos lugares novos também. meu coração lamentado e a vela acesa. banho frio, fluxo contínuo de inspiração. Infecção urinária.
Os vizinhos que aguentem meu cheiro.
Andando em vão nos ônibus, lendo Cervantes, estou cansada. A cidade sem luz, em todas as zonas que fui.
Eu indo e voltando, alternando tudo, tudo avulso em mim. dentro de mim.
Não havia luz. Mas na leste sim. Me ame no escuro, tapas, bate o carro, brigamos, perguntou se estava falando do meu ex, não sou como ele que falo de ex, sempre digo isso.
Arco-íris se chateia comigo e minhas atitudes adversas. adoro ver essas palavras no dicionário. mas o fato é que todos se chateiam comigo, eu traio até a mim mesma, sinto muito, eu sinto tudo muito...
pretinho me ligou nessa sexta-feira de chuva, fico jo…

Mais gostosa que uma fruta

Todas as vozes deles em minha mente, todas as cores, não importa o tamanho, todas as palavras batendo umas nas outras com suas letrinhas, fonologia, eu gosto daquelas entonações, consequências das minha insinuações, não me culpem, sempre fui boa nisso.
Cada lado, cada ângulo, nasci assim, desfrutem-me. Quem me odeia não aguenta, vozes dissonam numa polissemia, observem os gestos deles, que magia eu causo, vício do meu perfume. Não repetirei nenhum movimento, não posso fazer nada que me peçam, apenas uma coisa, aquela coisa boa, a qualquer momento. Decorem minhas gírias, meu cheiro, meu gosto, o melhor de todos. Hoje quis falar bem de mim mesma sobre o que disseram que não foi ruim. Guardo o que é ruim pra quem merece, comecei a depositar ali, pra não causar efeito de maldade em mim.

O lixo

Eu gostaria de saber porque tudo que eu fiz de bom e de mal acabou saindo tão caro pra mim e de onde toda essa raiva veio. Odeio a mim mesma, odeio minhas atitudes, odeio-me. afogo-me. quando seus olhos estão em outro alguém, quem poderá salvar essas mágoas? seguirei bebendo vinho, mas tive um bom lugar em uma mesa de família, eu sabotei minhas possibilidades, eu queria ela morta agora. eu odeio o que me tornei, o que eu sou, louca, minha insensatez vêm sempre destruindo tudo como eu posso ser assim e nunca mais procurar a ajuda dela e suas receitas para remédios, minhas atitudes me envergonham, eu odeio quem eu sou, odeio meus olhos no espelho e minha falta de respeito com mim mesma, deixando os outros me invadirem e me deixarem depois de escravizar meu corpo e sujar a boca e o corpo todo com o nome dela, horrível, doente, mas com vontade, amando-a, eu quero ela morta. Nunca, jamais, vocês que amo, façam a ela os mesmos elogios que fizeram a mim, o rótulo dela é arrombada.

memória, condição de produção

Pena chover tanto e tudo desabar, as cidades se desmoronando e a água levando tudo. Queria ouvir as músicas da playlist que tu fez de rap. Tenho estudado pra entender muitas coisas e por quê meus contos são pura fantasia, parecem que contam minha vida, mas estão muito longe desses sentimentos e eu não vou contar detalhes das quantidades verdes e de como estão meus olhos vermelhos, longe.
Revisitando as memórias para poder entender aquelas coisas e separar o bom do ruim, e desfrutar, não consigo mais me julgar, onde estou agora? Que horas são? Faz frio e nunca para de chover. Tenho tempo de sobra pra esquecer aquilo que eu sofri e de repente nem me importo e teus olhos sempre vão refletir as estrelas, tu sabe do que estou falando, meu coração não vai aguentar, não diga que estou mentindo, pintei nosso quadro na memória, queria ajuda para sair da minha vida real e ter teu mundo cheio de luz, relâmpagos te iluminando.
Meu ânimo some, nicotina correndo, beije meu corpo, não tenho identida…

responda-me

Quando acordo e te vejo bravo comigo na janela, com um cigarro aceso e o nome dele de novo na boca. Pare de me investigar ou então descobrirá coisas ruins a meu respeito que poucos conhecem. Te empurro, te mando embora, jamais tente ser mais forte que eu e segurar meus braços, ameaço chamar a polícia, não adianta se abraçar nas minhas pernas, de joelhos, teu cheiro está em todas as minhas coisas. Como farei pra tirar?

Tuas rimas soltas são mistura fina

Eu andei pelas ruas e nada havia mudado, os mesmos lugares de sempre, lugares onde nunca me contrataram...
Andei pela noite e fiz muitas voltas, queria respirar e me sentir melhor, mesmas cantadas pra mim na rua, a estrelas me deixam feliz. Não me diga que posso talvez ser boa e não ter feito tão mal, queria muito saber lidar com isso e poder ser melhor, porque me sinto sinto muito mal, eu queria ser diferente.
Encontrei minha garota e fumamos, bebemos vodka e tudo voltou ao normal, mesmo papo louco.
Merda, me falem sobre tuas loiras, tuas morenas. Nada demais para mim, mas há ciúmes, normal.

Lágrimas rolam...

Ainda sei teu cheirinho de cor

Fui até a minha cidade com ele de carro, quebrei um objeto de vidro caro e meu pai ficou bravo, então quebrei meus óculos. Apavorei o rastinha com minha ira, sempre avisei que eu era assim, indômita. Tudo bem, fiquei bem... Mas não consigo enxergar, sou míope, está sendo difícil e cansativo para mim forçar meus olhos assim.
Estou pesquisando os arquivos que saíram no jornal sobre a Carolina Maria de Jesus desde os anos 60, ando conversando com a professora e vamos iniciar uma pesquisa sob a ótica da análise do discurso aliada à literatura marginal, tudo que eu sempre quis, transformar a arte da periferia em ciência, trabalhar para enriquecer o mundo e o Brasil com análises que tenham bons resultados para que vejam que não estou brincando, pois quando uma autora negra escreve em seu diário que vê a fome e que a fome é amarela, acredito que seja a hora, e talvez seja tarde até, para mudar a realidade da miséria através das letras e da magia da paixão que possuo e do brilho nos olhos com…