Queda
De dentro da gaiola, o passarinho amarelo caiu e está machucado em recuperação. Me culpei pelos ventos fortes e ele tentou me consolar, foi quando se deparou com minha personalidade e quis fugir. Tenho sede de escrever. Minha mente flutua com a fumaça e meus dedos tentam acompanhar seu ritmo frenético na calmaria da rotina e no frenesi do fim de semana. Ele vai embora e leva minha marica. Tem saudade de um mate, de um chima, de uma maco. Minhas pretensões nunca são boas com os garotos, eles acabam fazendo por merecem em algum momento, mais cedo o mais tarde. Com as garotas, me assusto, porque não suporia machucá-las. Tenho pouco a perder sem ele e muito com ele. Para ele, é ao contrário. Mesmo assim, passa pela porta em direção à rua para que seu pai o apanhe o leve de volta à casa, onde seu primo está de férias do sistema outra vez. Sem que nada de álcool estivesse em seu sangue. Sujeita às intervenções do outro, arrasto suas mensagens para não respondê-las e acabo por sonhar com mens...