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Mostrando postagens de Maio, 2011

Cause nothing I have is truly mine

Buscar coisas novas. Buscar liberdade. Parece coisa de conto de fada. Eu nunca senti a sensação de algo novo realmente, algo que fosse renovador a avassalador, a não ser quando abri os olhos pela primeira vez nesse mundo, literalmente. Quanto à liberdade... Bem, ela talvez seja irmã da felicidade ou algo parecido, porque ela também foge de mim, e ela tem significados diferentes dependendo de cada pessoa. Ela pode significar morar sozinho, viajar pelo mundo, deixar a prisão, se divorciar, fazer dezoito anos, terminar os estudos ou cair de pára-quedas literalmente. O fato é que nunca vi seu rosto, nunca me encontrei com ela. Só sei que ela me faz falta. E me contaram que faz falta para muita gente também. Talvez ela seja uma lenda, um mito. Pois nada que eu tenho é verdadeiramente meu.

A Fugitiva

Sabia que terminaria assim, em pura desilusão. Não que eu não esperasse outra coisa. Eu esperava sim. E o nome dessa coisa que esperei por tanto tempo e que nunca se manifestou é mesma coisa pela qual as pessoas correm atrás a vida toda, a mesma coisa que ilude tanta gente, nem que seja numa simples e dura fração de segundo. O problema é que essa coisa não se define igual para todos e nem ao menos liga para dizer quando vai chegar, não diz quanto tempo vai ficar e nem deixa bilhete para avisar por que foi embora. Essa coisa é insensível, dissimulada e segura de si. Ela ri de nós. Da nossa esperança, da nossa capacidade de se apaixonar, de gostar de alguma coisa, nem que seja a mais bizarra, a mais louca, a mais excêntrica. O nome dela é felicidade e ela sempre fugiu de mim. No fim, acabei por perdê-la de vista, pois quando desviei o olhar para ver onde estava pisando percebi de longe que ela estava fugindo, mas não pude ver direito para onde ela correu e em que esquina ela dobrou. Só sei q…

A Busca Incansável de ser e parecer.

Quem sou eu? Sempre quis me fazer essa pergunta. Sou um ser humano incansavelmente ignorante, mas que tenho minhas qualidades, meus defeitos, minhas manias, minhas paranóias. Tenho nojo de gente sem respeito, egocêntrica ao extremo, violenta por acaso; tenho nojo de gente que maltrata os animais, ilude as pessoas, ridiculariza a vida, venera a morte e ri dos almas-perdidas. Tenho nojo de pessoas que não são capazes de avaliar tudo de bom que tem e usar (e não vender). E talvez tenha nojo de mim mesma, por que não me conheço bem ainda. E talvez nem consiga. Nunca fui capaz de me olhar nos olhos e me perguntar quem sou. Nunca tive coragem de dizer olá, qual é o seu nome, como vai e essas coisas todas que a gente pergunta para os desconhecidos que acabamos de conhecer, para os vizinhos, amigos e parentes que encontramos na rua (nem sei se ainda se faz isso, mas pelo visto a educação já foi pelo cano há anos e nem percebemos). Sou jovem. Sou o espelho do futuro. Sou a insanidade em pessoa. Sou drog…
Estou oca hoje.
Nada sai de mim: nenhum palavrão, nem o mais simples deles.
Eu... Eu que sempre falei demais. Que sempre ri demais.
Estou convencida de que a tristeza é meu destino. Uma ida sem volta. Já comprei a passagem.
Eu não sei o que busco ou quem sou.
Nem mesmo sei se realmente existo.
Porque às vezes me sinto inútil, frágil, insignificante diante de tudo.
Me sinto ignorante, incapaz, sinto que não posso ser como os outros são, que não chego aos pés deles, pois eles são milhões de vezes melhores do que eu.
Pelo simples-complicado fato de que sou diferente, incomum.
Só espero o momento em que eu possa perceber que sou boa o bastante apenas para ser eu mesma e desmpenhar meu próprio papel na peça da minha vida.