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Mostrando postagens de Março, 2016

Desculpe o transtorno

Pupilas dilatadas, você chega em minha casa no início da madrugada com muitas pessoas e grita, então parte o doce ao meio e coloca um pedaço na tua boca e outro na minha. Logo me sinto sufocada no carro. Saio, crianças idiotas vagando nas ruas imundas dessa cidade que pega fogo vezenquando e eles riem e querem drogas, queridos, elas acabaram, a professora aqui tomou todas, não pensem que é simples um metabolismo bem treinado como o meu. Recebi um abraço inesperado de uma menina que não via há tempos.
Whiskey caro, velho Johnnie walking on the moon, eu sentei e ele colocou gangsta rap clássico americano para me agradar, meu sangue borbulhando em pequenos minutos diluídos em vodka de maracujá e gelo. Todo álcool era como água para mim. Efeitos repetitivos que não abro mão. Milhões de baseados não me salvariam de sonhar com ele e acordar sem coração.
1738 tocando e repetindo em minha cabeça altamente adoçada.
Lembro-me claramente dele se agarrando com outro cara, não vá longe demais, por…

Todas as noites escritas e documentadas

Pena eu estar afogada para enxergar teus olhos que ofuscam qualquer beleza, fiquei impune por tudo até hoje, mas pena eu estar impedida de entender a distância e de explicar o que sinto e o por quê. Insistindo sempre em minhas loucuras, dispondo a mim mesma desastrosamente, rimas em baixo volume pra inspirar sem confundir. Eu prometo voltar algum dia para jamais dormir um dia da semana sozinha. Gostam quando estou sofrendo, eu aprovo a decisão, sem motivo e em vão. Com pressa da vida sem perspectiva, de repente gostaria de ser homem nessa cidade e poder transitar à noite, para te levar erva e remédios para o vírus que te passei e insiste em voltar involuntariamente. Me afoguei em tudo isso para ver aqueles rostos me perturbando todos os dias. Henry Miller me salva sutilmente, de forma perspicaz.
Vi e repensei, me perdoem, eu terminantemente sou imatura como vocês, admitam que aprendem muito comigo. Eu tenho poucos anos longos e ruins para contar à vocês.
Parecendo ridícula pensando ne…

Pretérito perfeito

Me arrume um motivo mais interessante que você para me prender nessa cidade, mas não grite meu nome em uma madrugada de vento na janela do meu prédio para me convencer de que eu precisava levantar da cama. Estou indisposta, não tenho obrigação de abraçar o mundo da maneira que supostamente deveria e tento, lutando com lembranças, momentos em família, desencontros e rostos fantasmagóricos que se perdem em meu quarto, meu tempo também se perdeu de mim, escorrendo no relógio de Dalí, está uma noite fria e comprei vodca de maçã, mas queria que tu se interessasse mais por mim e meus detalhes, tua distração me irritou e eu não tenho opção a não ser entregar-me à solidão infinita.
Nenhuma vez te mandei embora, até tentei te encontrar, mas me perdi no meio do caminho.
Todo o amor sobre o que você fala é vazio de base real. É tudo sobre o que você imagina de mim, e quase nada no meu mundo é real, tudo é surreal.
Talvez me encontre pelas noites frias, ou talvez em breve eu desapareça dessa cida…

Madura que nem fruta

Preciso escrever para ter contato comigo mesma.Hoje manchei minha roupa de tinta porque estavam pintando a parede do prédio e hoje, eu simplesmente me apaixonei pelos teus olhos escuros e caí neles, como em todos os dias do ano.Leitura de ônibus: periférica e nacional, mas apenas para quando não viajo sentada no colo do motorista apesar de eu subir paradas para ver se dou sorte e sento. Nessa cidade que não me oferece quase nada, só o tempo vai me dizer se valeu a pena escolhê-la. Penso isso quando estou derretendo de calor.Odeio quando me dão tarefas difíceis, estou sempre procurando uma maneira de entender algumas coisas na minha distração.  Escreva sobre mim e dispute as letras comigo, sempre sairei ganhando, sem rima nem caminho, destoando sem querer.          Como é difícil morar em condomínio para mim, sempre foi. Não posso me mostrar muito. Dessa vez, nem foi tanto. De repente percebo, e somente agora consigo distinguir o que foi certo e errado e o que foi bom ou ruim. Fico atent…

Fugaz

Estou interrompida de escrever, interrompida de te ver. Tendo que resolver tudo sozinha pela primeira vez na vida de verdade. Do mundo. Submundo. Não gosto dessas mordaças e amarras.
Ouvindo Bone Thugs, lendo Nabokov, bebendo alguma vodka e sinceramente fazendo amor muito bem. Dando aquilo que eu sei melhor que q-u-a-l-q-u-e-r uma e que eles geralmente querem. Te conquistei mais dessa vez. Atrás. Por trás. Traz uma bebida para mim. Comprei tantas coisas essa semana, gastei quase tudo que ganhei.
Comprei Nietzsche, Henry Miller, Hermman Hesse, Ferréz, Dinha, Sacolinha. Estou feliz conhecendo alguns autores, revisitando outros.
Pintei o cabelo de amora, amor. Estou sedenta e por mais que os pingos caiam sobre mim, não me molham completamente.

Ninfa do lago

Há anos tenho a Virgínia Woolf como minha melhor amiga, será que estou enlouquecendo também?
Ao farol, leitura boa habitual.
As pessoas devem tocar em mim e sentir a podridão de meu corpo, alma fúnebre,
Disse todas as minhas verdades à ele, ele entristeceu-se, quem se arrisca a comprar meus sonhos utópicos? Estão em promoção.
Não entendo como ele pode me amar mesmo assim, me decifrando de minuto em minuto, quantos sujeitos camilla existem? Eu amo todas elas, também não consigo decidir-me. Metade de mim é fantasia, ou sou completamente fantástica?
Minha visão desfocada, sempre soubemos qual era o fim da lolita, sempre nos disseram.
Apenas tenho alguns problemas.
Lendo Ao farol as pessoas percebem as coisas mais claramente.
Passional decadente, compreenda como foi minha vida e não me julgue mais. Tente juntar as peças do quebra-cabeças que eu estou (des)montando.
Percebi que ele tirou a aliança quando escutou o que eu tinha para dizer.
Leve-me ao lago onde joguei a aliança com teu nome …