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Mostrando postagens de Maio, 2018

Promíscua

Beber vinho e escrever combina com minhas doenças. Então nem me examine para saber que sou perigosa em relação a qualquer vírus que fica localizado por vezes latente no sangue até mesmo na superfície da pele, ninguém estará imune ao meu ar de atmosfera contagiosa.
Tente descrever as coisas que meus poros conhecem e se depare com a ausência de qualquer neurônio em pleno funcionamento. Decorrência recorrente crônica desavisadamente derradeira. Pesadelo pesado impensado no descaso do meu passado. Pesquise bem os artistas que vai escutar, onde estão localizados os heróis que costumavam guiar qualquer ideologia, eu te conto os versos. não declame poesia onde não há canção. Olhei no relógio mil vezes esperando você chegar.

Monólogo subversivo em discurso indireto

Sua voz está perdida em alguma parte da minha cabeça. Está lá escondida, repetida, e às vezes meu coração palpita quando você escreve palavras bonitas e rimas com métrica, completamente diferentes das minhas combinações de palavras. Agradeço a admiração, poucos versos são de desafeto, a maioria é de outono: um pouco frio, mas ainda agradável. Bom saber que meu público é seletivo, intenso, em progresso, em manifesto. Onde está o espaço da arte que eu não encontro o caminho... Não existe nenhum atalho. Chegar até mim é perceber que não valeu a pena. Escrevo para mostrar que vale, mesmo que isso seja inusitado para a maioria das pessoas.
Todo o barulho da cidade não me deixa dormir em paz, parece a vida acontecendo e eu telespectadora. Não te vi, mas te senti. Um arrastar de lembranças, uma certeza de infinitude da arte. As palavras são como a cidade, jamais dormem, jamais deixam de fazer ruídos, de todos os tipos. Elas mobilizam estruturas sociais ininterruptamente. Elas dominam os pens…