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Mostrando postagens de Junho, 2014

foda-me, pois estou só

Eu sei claramente o que está acontecendo comigo, mas eu não posso mudar nada do que me faz infeliz. Tudo é assim porque é assim. E eu estou em uma estrada deserta no inverno esperando ver a sombra do meu estuprador no chão vindo em minha direção. Ele vai me encontrar e dessa vez não poderei falar nada, não renunciarei, pois já não tenho voz. Ele tapará a minha boca.

Nenhum jogo é bom quando se está perdendo

Me disseste que já não existe nada, nada restou. Não podes aguentar minha libertinagem inofensiva, para estar contigo me é exigido mais do que eu posso dar. Nossas noites agradáveis são esquecidas, pois já não queres que eu divida meu corpo com outros homens, mas o teu é dividido com outras mulheres. Não vai ser como costumava, não posso ser rebaixada, humilhada publicamente para ficar contigo. Cada um com suas exigências e suas capacidades. Talvez eu seja uma rocket queen standing all alone na chuva, sozinha. Talvez eu seja sempre assim. tenho que me acostumar com isso. não é fácil, mas não há outra maneira.
Nem mesmo ele me olha mais, permanece sentado na calçada com uma de suas namoradas. Estou velha, qualquer pessoa que me veja percebe o quanto estou repleta de cicatrizes.
Fico pensando noite adentro e também quando caminho na rua indo trabalhar, vejo meu reflexo nas poças e sei que não posso culpá-lo, como não amar as mulheres, é impossível amar apenas uma quando se quer explora…

O Groove dos anos 90 na minha cama

Eu caminhei até lá sem querer muito estar ali, mas eu tinha fumado tanto que iria para onde quer que me chamassem. Chovia pouco e bebemos umas cervejas, conversamos e deuses, eu me senti uma garota de sorte de repente. Teus olhos calmos me traziam uma paz que eu não tinha há tempos, senti que poderia te confiar meu corpo.
Precisava fazer com que ele experimentasse a minha erva nova e super desarmadora de amarras. Beijos na chuva, há tempos não fazia isso.
Tudo estava tão lento, acendi um baseado e apresentei-o às raízes do jazz. Meu cigarro queimou sozinho no que eu chamo de cinzeiro e fomos até o quarto, luzes acesas, eu sempre destruo o charme tirando a roupa rápido, eu não posso evitar minha sede. Que imunda minha cama ficou e não há um dia em que eu durma sozinha, eu sempre faço meus negócios. Uma gozada e ele tomava banho, isso aconteceu uma três vezes se eu não me engano. Minha frigidez que afeta e não afeta ao mesmo tempo. Os cabelos compridos caindo sobre mim e todo aquele ch…

Sou a Branca de Neve

Não é bem assim. Todos eles nos mentiram.
E talvez a pergunta tenha um fundo de sim: É verdade que teu blog parece com o da Bruna Surfistinha?
E eu disse: Sim, meu filho.
Só que ninguém me paga.
E Eva também comeu a maçã.

Eu não deixei ele me dar a mão

Eu estava confusa, sabia que não aguentaria estar sozinha novamente, então eu disse sim. Tinha muita fumaça, muita escuridão e Bob Marley tocando as minhas preferidas. Eu não sou tímida para essas coisas, ele até se assustou. "Eu sou boa nisso", ele sabia que sim. Minha cama bagunçada por casa da noite anterior e minha casa inteira bagunçada. Eu vendo aquela foto maldita e ele ao meu lado, não pude atender o celular. Não pude oferecer nada, eu apenas fumei e brinquei um pouco, não fez mal à ninguém, não somos culpados, evitamos muito contato. Algo simples, ninguém queria a coisa toda para não ficar com ressaca moral. Pelo menos somos boas pessoas, só estávamos carentes. Muitos problemas e ninguém para ajudar. Depois daquelas árvores e a chuva eu tive quer dizer que tudo bem, mas que estava cansada da noite passada, então foi muito devagar, mas mesmo assim foi um pouco violento. Nos conhecíamos há quase um ano e eu fiquei muito tempo sem roupa, precisava mostrar todo o pecad…

Corações rasos são hedonistas

Eu não o conhecia mais, meu cachorro vira-lata estava mais vira-lata do que nunca. Seu andar lento e charmoso vindo devagar ao meu encontro e meu nó na garganta me matando e meu amigo me dizendo o quanto eu estava fodida. Eu sabia que iria chover, eu sabia que deveria ter pego a minha calça e fugido dali, ido trepar ou fumar um com algum amigo. Mas eu precisava fazer com que ele me pagasse uma cerveja pelo menos. Seus olhos claros me pedindo para beijá-lo e fugir. Eu não consegui fugir, eu fiquei e voltamos à nossa velha rotina. Eu me senti em uma nova relação, como se não o conhecesse e tudo veio à tona novamente, como na última semana de outubro quando o conheci. Não doeu, porque ele não pertence a mim, eu estava tão traída que não tinha mais lágrimas. Aquela vadia egoísta de vinte e quatro anos achando que poderia amá-lo mais do que eu, sem conhecê-lo, como todo seu veneno de puta encalhada, agourando a vida dos outros, da qual ela não faz parte. Espero que ela esteja com o traves…

Sobre cinzeiros cheios numa tarde de segunda-feira

Virginia Woolf já dizia que a umidade toma conta de tudo e não há como tirá-la de lugar algum.
Os espelhos estão consumidos pela umidade, assim como o chão e todos os meus poros, podres, insanos e violentamente fodidos. Eu fraquejei hoje, espero não te deixar mais dormindo fora da minha casa dentro do carro e no frio, depois de tocar o interfone umas vinte vezes. Ainda bem que hoje não está frio, mas eu não tenho mais maconha, preciso dormir contigo hoje e te extorquir de vinho e planta, senão é capaz de eu não sobreviver. Mas nem está frio hoje, por que irias querer que eu te esquentasse se sou fria?


Saco cheio e mau-humor

O apartamento não tem mais cheiro de cigarro, pois tenho fumado na janela e tudo está limpo e organizado. Os vizinhos não reclamam mais, depois de um longo tempo ouvindo gemidos agudos, eles passaram a ouvir soluços e agora ouvem apenas músicas que buscam me brutalizar e provavelmente sintam o cheiro forte de maconha que sobe pelo banheiro.
Ontem aquele beijo na testa me fez muito bem e o frio não me corroeu tanto graças ao vinho e ao meu marlboro vermelho que depois de tudo é o único que permanece fiel a mim e consegue preencher as falhas de fala de uma pessoa tímida como eu, o cigarro no ato de fumar põe vírgulas em minhas frases cortadas e muitas vezes incompreensíveis e inteligíveis graças à maconha.
Me desculpe carinha idiota e engomadinho que me abordou no bar. Puta que pariu, uma mulher não pode estar sozinha num bar que já vem macho querer beijos com as cantadas mais baratas, eu lá tenho cara de quem trepa com qualquer um? Trepo por motivos certos, trepo porque eu quero. Aque…

Foi como ser demitida do emprego dos sonhos

Eu caminhava devagar por aquelas ruas e minha garganta tinha um nó enorme, tão grande que quando sentei nas escadas na Conde de Porto Alegre meus olhos se encheram de lágrimas, mas eu aguentei firme, fumei um cigarro e não peguei a caneta para escrever nada, pois sabia que deveria esperá-la ali embaixo.
Não consigo parar de pensar no banheiro escondido onde nos beijamos. Foi o melhor beijo da minha vida.

Smoke guy

O vi de longe, dentre as árvores e a fumaça. Não tinha muita certeza se era ele de fato, pois nunca o havia visto. Caminhei lentamente, meu batom vermelho contrastando com a luz do sol e brilhando na lentidão da tarde. Sentei-me e fumamos um bom. Ele colocou as minhas músicas preferidas para tocar e mesmo assim eu estava longe. Ele foi se aproximando e eu fiquei apaziguada na grama. Ele tirou meu batom. Os cigarros e baseados também o fizeram. A erva acabou, a fome veio.
Ele tomava todas as iniciativas e eu sorria. Fomos até minha casa e me vi frígida na cama, simplesmente não conseguia me mexer. Fiquei esperando tudo passar e pareceram horas... Ele era cavalheiro demais para mim, não fiz trabalho algum, apenas fui servida fartamente, como costumava ser nos velhos tempos.
Eu andava odiando fumar dentro do quarto, só fumava na janela. Ele nunca dividia os cigarros e eu gostava disso, porque na minha opinião só se divide maconha, pois ela é uma coisa que merece ser compartilhada, cigar…

Pergunte ao pó de parede

E não adiantava. Não adiantava eu passar tanto pó pra tirar as olheiras, não adiantava eu alisar o cabelo pra ele não parecer tão bagunçado, não adiantava eu mudar os móveis de lugar para parecer que estou vivendo em algum lugar novo, não adiantava eu inovar na minha maneira de vestir para mudar de estilo, não adiantava eu passar o dia inteiro chapada para amenizar minha sensação de realidade miserável, não adiantava eu dar um jeito de minha maquiagem não mostrar meus olhos tão pequenos e ninguém ver que andei fumando, não adiantava encher toda a casa de livros para parecer que estou contente com a vida, não adiantava. Pois todos viam minha unhas pintadas de vermelho roídas, todos viam o quanto eu estava perdida, todos viam meus dedos amarelados. Procurei uma resposta para as coisas que me estavam acontecendo pela rua. Queria pedir um conselho, mas... Olhava para todos e via que eles estavam tão perdidos quanto eu.

Domingos são sempre uma merda

Não me sinto bem, me arrasto de um lado ao outro no meio de todo esse pó. Pergunte ao pó. Camilla Bandini. Não haverá final feliz para mim, ainda que eu mude os móveis e economize dinheiro. Mesmo que eu assista Brilho eterno de uma mente sem lembranças mais uma vez, mesmo que eu pare de fumar. O tempo não voltará e nada será consertado. Têm noites que parece que nunca vai passar, pois as lembranças mais únicas me vêm à memória e eu choro. É uma pena realmente. Mas a última palavra nunca foi a minha. E é por isso que eu ainda estou aqui escrevendo esses textos estúpidos procurando não mencioná-lo.

Relato de uma noite úmida

O cheiro de maconha vindo do corredor da casa de família, meus olhos já reduzidos e meu estômago vazio. 1984, de George Orwell sobre a mesa no quarto, com mais outras literaturas que os burgueses compram. Eu  sabia porque estava ali e como tudo acabaria e estava feliz por isso. Voltando aos velhos tempos, Bandini depravada, Chinaski morta.
Deitei na cama, falamos sobre o futuro e o passado incrível, como poderíamos estar ali hoje? Alguém apagou a luz e eles me devoraram. Meus mamilos mordidos e doloridos, insaciáveis e bons, eles se revezaram em mim como animais e eu não podia nem gemer baixinho, pois minha boca já estava ocupada. Meus sentidos começaram a falhar, era umidade por todos os lados, mãos, pernas, bocas e paus desenfreados procurando satisfação.
Eu soube que estava sozinha, mas que estava em algo sincero, consciente, nem um pouco doentio. O amor livre me invadiu. Gozei no último ato.

Lolito

Nem sempre as lolitas são mulheres.
O vi de longe e soube que o conhecia... Nos olhos vi que era um vagabundo nato.
Ele tinha o físico de um rapper branco que eu costumava conhecer e a cor da pele de outro.
Senti meu corpo tremer quando ele me cumprimentou, mas ele estava com uma Berê legítima, a da tarde, porque pela manhã havia outra.
E eu não sou Cruz, sou Chinaski, nego.

Quando o amor se esvai

Eu poderia apostar algumas mudanças a respeito dos hábitos dele. Novas bocetas requerem paus renovados. Então ele joga menos e sai mais, bebe mais, presta mais atenção aos amigos. Ele provavelmente toma banho todos os dias e se depila.
Assim como, repete as mesmas frases feitas e conquistadoras e inventa um felino novo para fazer com que ela faça parte do harém zoológico e pouco selvagem dele.
Certamente tornou-se capaz de fazer sexo diariamente e faz preliminares bem feitas, assim, de repente, e só se masturba porque o brinquedinho novo nem sempre está presente. E ele já não arruma a cama (nunca arrumou).
Com certeza tem trepadas longas e boas e gozando nela injeta, com seu pau ligeiramente torto para a esquerda, suas fantasias mais absurdas, pedófilas, zoófilas, para se satisfazer.
Duvido que ela tenha conseguido comer ele tão bem quanto eu fiz. Mas ele não se importa, afinal, ela tem sardas.

ps.: Deveria ser paixão no título, mas quando o vento sopra à noite, parece que foi amor.

Carta: O Mensageiro

Fumando um cigarro longo de puta, com sangue nos olhos e um coração meio gelo, meio fogo.
Não tenho feito minhas obrigações e tenho resgatado toda a independência em mim, porém a minha ignorância hipócrita me corrói. Essa cidade me corrói. Mas eu sou muito mais forte que isso.
Não há mais nenhuma agulha dele por aqui, tudo foi destruído e eu li nas cartas que assim seria. Não vou fraquejar, não tenho condições de cair de novo, ou pior: ficar me arrastando por aí.
Quero sentir o sol como hoje e ler Os sofrimentos do jovem Werther em paz enquanto fumo um e acabo com minha carteira de marlboro vermelho.
Meus lençóis são novos, meus amigos são fiéis e minha consciência é limpa. Estou em reconstrução. Não me atrapalhe.

Todo o clichê de um final infeliz

Molhando a gata amarela com os pingos das minhas lágrimas, deixando assim todo o teu veneno sair de dentro de mim, pois estou num estágio de reabilitação. Fiquei sem cigarros num domingo, fiz uns então. Estou com o resto do teu chocolate branco na minha gaveta e alguma coisa está errada comigo. Eu não deveria estar assim, deveria estar livre. Comecei a fazer as coisas por nós tarde demais, depois que as palavras foram ditas, depois que tudo foi destruído, os filmes do Tarantino arranhados, a dedicatória de Lolita arrancada, a calcinha roxa cortada em pedaços, o escrito mais lindo da caixinha mágica despedaçado, meus presentes levados embora, meu roupeiro vazio, o cinzeiro amassado, o silêncio tomando conta de tudo e eu tratando de resgatar o jeito que as coisas eram antes de ti, porque nada mais é nosso, tudo é de cada um. Mudando as coisas de lugar, tomando conta de tudo, desinfetando meu medo da tua ausência com literatura clássica, vodca pura e cigarros de maconha.      Eu ch…

má sorte e desamor

Café com lágrimas de café da manhã.
Porque eu posso colocar cinzas em todo o lugar.
Eu posso parar de comer a comida que não compro e nem nunca comprei.
Porque eu sou uma hipócrita pobre e medrosa e mimada.
Porque eu escolho não ter a autoridade máxima do que tê-la.
Porque eu nunca me enquadrarei nos padrões de beleza, nem mesmo para aqueles que dizem não ter padrões, pois eles são tão estupidamente escrotos que são como ratos nos esgotos da cidade.
E eu não tenho mais paciência para isso, não consigo mais bancar essa gata chata também.
E um dia eu quebrarei tudo e jogarei tudo fora, como costumava fazer em uma periodicidade relativa.
E eu vou rasgar tudo e comer depois.
E trepar por todos os cantos da casa, porque as vadias estão bem por aí tendo orgasmos múltiplos.
E perderei todo meu dinheiro e terei que encontrar outros meios.
Eu não sou uma menininha de família, meu amor. Eu tenho DSTs e eu não sorrio verdadeiramente tão fácil assim.
Não quero consertar nada e estou enferrujada n…