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Mostrando postagens de Setembro, 2015

Olhos oblíquos brilhando buscando resultados

Fui fiel a mim mesma e acabei traindo a mim mesma, falta de visibilidade sempre foi o problema das melhores ideias.
Derrubando cinzas de cigarro sobre o teclado como Camila Jam. Acendo a meia-luz. Minha professora preferida gostou do que falei sobre Carolina Maria de Jesus. Estou louca para trabalhar em cima disso, não tenho mais nada melhor para fazer, cada dia me dá mais fome de tudo, ouvindo as vozes das minas lindas rimando e amanhã vou comprar um relógio pra ti. Espero que a vizinhança nunca saiba meu nome que sempre fica assinado no ar atmosférico. Ansiosa fumando muitos cigarros. Ninguém mais lê essa merda mesmo... Sinto minha voz sufocada pra exposição, ninguém sabe mais de mim. Tenho tempo e pressa ao mesmo tempo, eu sei. No momento em que muitas coisas passam pela minha cabeça e fico mergulhada em mim mesma e muitas artes, sei que não tenho mais explicações, apenas sigo narrando, pois me dei férias, essa semana não consegui lidar bem com todo o exterior. Não tenho disposição…

Você não me impressiona mais

Senti como se já não pudesse mais suportar, não importava para que lado eu corresse. Meus pés no chão molhado pela chuva, fumando com a janela aberta observando toda a chuva caindo sobre mim e eu sem paciência para responder suas palavrinhas de amor e minha cabeça girando por todas as coisas que já me disse e minha imaginação montando as cenas erradas. Não atendi o telefone, todos me enchendo o saco, não queria estar disponível para nada, queria que todos medissem suas palavras indelicadas e frases mal feitas. Olhava para o quarto e as paredes brancas me engoliam porque meus olhos estão cansados sem óculos. Minhas memórias estão todas manchadas e a fumaça não me deixa ver direito e ninguém vai pagar pelas minhas palavras desconexas.

Não interrompam minha paz momentânea

Andávamos ouvindo rap bom, os melhores, pesou na mente. Numa tarde fria de sol, cavalos se aproximando como sempre, então fardados chamem ele e digam que ele é o dono do carro, que ele anda vendendo, levem o facão, levem a maconha, a seda. Mas não levantem uma mão, pode encarar, vou estar olhando de perto, observando e fumando um cigarro, tremendo de raiva, qualquer movimento violento, palavra impensada e racista eu avanço, eu me imponho, me meto no meio, uma rosa negra, vomitando opinião. De jeito nenhum verei injustiça e ficarei quieta, quando preciso da polícia, ela jamais ajuda, somente atrapalha, atrasa para o trabalho, humilha a melhor cor de todas e caminha lentamente para cumprir com a lei deturpada, todos os artigos serão rasgados, ninguém mais poderá delimitar onde posso fumar e o que posso fumar ou com quem. Vagabundas passam perto, seus maridos me olham sempre, nunca respondemos uma para outra e nunca nos olhamos, mas apenas uma palavra basta para que eu já tenha perdido o…

notícia em seis linhas

Bastante chapada para trabalhar, começo um dia ruim. Previsível para mim. Atender pessoas ansiosas e chatas e estudar ao mesmo tempo é o que costumo fazer. Fumar, fumar, ler. E quase todas as outras coisas de sempre. Escutando músicas velhas alto e esquecendo de muitas coisas, me pergunto novamente por que estou por onde estou. Queria conseguir mesmo trabalhar naquele bar e não mais acordar cedo. Aquele idiota deu um tiro, tu beijou vagabundas e eu não tenho mais medo de homens. Mas muitas coisas são as mesmas e têm o mesmo tom que o teu: romântico.