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Mostrando postagens de Abril, 2014

Em coração de pedra não entram flechas de cupido

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O mundo é um lugar perigoso
    Você me excluiu de seu mundo e só restam cinzas entre nós
    Deveríamos enterrar uma cruz naquele cemitério
    Não consigo parar de sonhar contigo
    Acho que um segundo melhor é tudo que eu vou connhecer
    Acho que agora vou me masturbar para tentar te esquecer


Já que é rap, vamo pôr a culpa no sistema...

Aquela pintinha debaixo do olho esquerdo e as três frases mais repetitivas que saem da boca dele. O sonho virando realidade. Tudo inacreditável, mas ao mesmo tempo sem serventia nos dias de hoje. A calma das palavras saindo simples e reais, com toda a sinceridade e o sentimento de estar casa, como eu sempre quis. E o cheiro da maconha, as lápides do cemitério megulhadas na noite, o álcool correndo nas veias, a terra das ruas, as brincadeiras de criança. A seriedade dele mergulhada na total lealdade e fidelidade. Não nasci para metades. Preciso ser inteira. Tenho que aprender que a segurança só se pode dedicar para uma pessoa. Servir de musa inspiradora e poder cantar rimando. A certeza de que haverá proteção e gestos que parecem secos, mas são dados só quando reais. O respeito pleno exigido. Os risos arrancados e a falta de vergonha. A paciência e a tolerância e o sentimento de que era disso que precisávamos para crescermos juntos. A inutilidade do sexo e dos beijos perto dos po…

Mentiras sinceras

Fiquei sem nada por tua causa: sem dinheiro para ficar mais uma semana contigo e não viajar, perdi meu celular para sair contigo, te coloquei clandestino aqui, engoli o choro todos os dias em que tu estavas com outras, sempre que via nos teus olhos a certeza de que sou uma vazia estúpida e o egoísmo de achar que é o único que machuca.
     Mas se pensas ser impossível voltar ao que era antes só por causa d euma noite e de um textinho idiota contra os cinquenta que escrevi chorando nos últimos meses para ti, é porque todas as vezes que me disseste "te amo" era mentira, porque o amor entende, a posse destrói porque vem sempre acompanhada do orgulho. Não tenho mais nada. Nem tu. Nem comida, cigarros, celular, computador, absorventes, amigos ou dinheiro para a passagem. Nada. Ninguém.

Sobre meus erros relevados por ti

Estou em crise e não me importo com minha temperatura febril. Ando cumprindo bem meu papel de justiceira com um cachorro vira-lata e sem rumo algum. Mesmo sem dinheiro, comida ou dignidade com as pessoas ao meu redor, eu não me importo mais comigo desde o momento que comecei a consgeuir as coisas qu andei buscando por meses. Todas elas estão expostas na minha frente, mas não parecem mais tão interessantes, exceto pela insegurança que trazem, pois a convivência construiu algo que por mais que eu tente jogar porta afora, não consigo. Seria apagar um passado e mudar o futuro completamente para um extremo sonhado, mas desconhecido, até mesmo fora do meu lugar. Eu pertenço a ti. Ainda bem que percebi isso, mas eu preciso viver a experiência daquilo que não faz parte de mim. É como ser vegetariano: não tenho moral de falar de maus tratos de animais comendo carne. Também não tenho moral para estar lá vivendo toda a minha vida em outro lugar. Eu me vi mais humana e me apaixonei por isso…

Acerca das correntes da liberdade

Eu não vou chorar, porque supostamente deveria ser uma menina madura. Mas não sou. Sou uma putinha idiota, porque as boazinhas se fodem. De fato. Mas as putinhas se fodem muito mais, porque elas ficam abandonadas no final.       Eu não escrevo bem, e a paixão que eu sentia na minha vida por tudo, se foi. As coisas parecem difíceis, mas vezenquando sinto pedaços pequeninos de uma felicidade morna, é como sentar num banco de braça na sombra às quatro horas de uma tarde de primavera. Mas o resto é caos e nada basta.        Os egoísmos me abatem e devoram, não queria estar aqui. O que eu pedia, eles faziam. O que eu peço, ele não faz. Acho que só poderei conhecer o segundo melhor. Melhor em quê?      É como se eu estivesse jogando minha vida no lixo, vivo neurótica por isso e me afasto de todos, renuncio as possibilidades, morro de preguiça, baixo minha imunidade e me debilito ainda mais. Sinto-me incapaz e não aguento. Às vezes explodo e vejo o quanto caí em visíveis precipícios s…

A lepra do desespero

A fonte secou. Fria e completamente. Nenhum dinheiro, emprego, objeto de comunicação, livros. Não tenho nada Absolutamente ninguém se dedica a mim. Eu não mereço coisa alguma, mas eu sinto que merecia. Vejo todos os culpados do meu encaminhamento para a miséria bem, vivendo bem, porque creem que fizeram tudo certo, afinal, eles sabem amar a si mesmos e não deixam que os invadam mergulhados na inocência venenosa de acreditar cegamente que alguém pode amá-los mais do que eles mesmos são capazes de se amarem. Tenho tudo engasgado e nunca falarei. Eu engulo tudo, engoli desde que nasci e minha liberdade reprimida me transformou nessa pessoa que transborda emoções, mas que permanece só, sempre com a pior parte, tendo tudo sendo tirado de mim: oportunidades, sonhos, vontades, fé e crenças. São tempos difíceis para os sonhadores e os carentes como eu. Nada. Mendigando aqui e ali, no gozo dos outros coexiste meu desespero.
     Eu deveria ter feito escolhas diferentes e aprendido desde c…

Bom dia mundo de merda

Esqueci os conceitos que aprendi, porque não os aprendi na prática e eles não fazem tanta diferença agora. Cada vez me liberto mais. Suponho a felicidade como algo imune a conceitos. Construí o lugar onde estou e não preciso de porquês. Arrasto-me nas horas e não observo o relógio, caminho e não observo o percurso, como e não absorvo nada em meu corpo.

Duvide sempre de mim

Tornei-me tudo que mais odeio. Sou a porra de uma submissa. É como se uma liberdade me fosse dada e outra tomada e eu soubesse exatamente como isso seria. Não transbordo de raiva quase nunca. Sinto apenas pena de mim mesma. Pobre oprimida, invadida.
     Eu não precisava de tudo isso. Nada disso vale à pena. Mas pelo menos ainda minto bem. Sou uma puta de uma mentirosa.

Number One

Foi um baque forte porque o universo enfim realizou meu pedido e desmaiei em espasmos. Um atraso de quatro anos. Antes tarde do que nunca.

Ovelhas Negras

Sinto falta daquela aliança em teus dedos e a completa falta de comprometimento em teus atos. Sinto falta das garrafas de vinho e esperar a campainha tocar às onze horas de uma noite qualquer em que beberíamos, ouviríamos música tão alto que os vizinhos se perturbariam e eu quase fosse despejada todos os dias e que tu roubasses meus marlboros vermelhos, pois ainda não era um fumante assumido. Sinto falta de sentir tua falta e da certeza de sexo selvagem, porque inicialmente nos devorávamos e esquecíamos de todo o resto. Eras visita, Eu cozinhava. O frango assava no forno e me comias no sofá e eu aguentava anal e fritava batatas enquanto dormias esperando. Não tínhamos fotos juntos e falávamos de literatura a tarde toda enquanto bebíamos vodca. Éramos completos estranhos com sede um do outro.
     Nunca pensamos que chegaríamos até aqui. Não sabíamos que nos prenderíamos tanto um ao outro, logo quando nossos mundos estivessem completamente fodidos. Não tínhamos nada, somente eu e …

Un cigarrillo para que me escuches

Solo tu para hacer com que yo me duerma en una película de Almodóvar
Y explorar mi cuerpo de manera aún desconocida
Sin perderme en las noches frías
Por descubrirme bajo tu ropa donde hay sangre (el mío)
Por no encuentrarme en tu ausencia
Y morirme para que vuelvas
No sé como aguantas a mis locuras
Y intentas clarear mi mente obscura
Y aúnque me ahogues en el vacío
Me salgo corriendo
No sé hacer poesía

Auto-exorcismo

Tem um mau espírito em mim.
Quero que me abraces, mas és muito preguiçoso para isso.
Tem um mau espírito em mim.
E eu preciso exorcizá-lo. Estou me suicidando aos poucos porque não consigo dar conta da bagunça, da sujeira, dos erros, das cinzas, da má sorte, da vida, da morte, do meu corpo podre por dentro e por fora, da minha carteira vazia, da minha falta de privacidade, da minha covardia e preguiça, das minhas péssimas influências, da minha falta de valor e e quase nunca conseguir dizer não. E enrolar.
Tem um mau espírito em meu corpo, anarquizando minha pobre alma, desnivelando meu coração cansado e cético.
E eu sei que ninguém me ajudará
É uma guerra contra mim mesma.