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Mostrando postagens de Fevereiro, 2015

Nunca confie em um homem, todos eles estão com fome...

Pelas últimas semanas tive uma hemorragia horrível, fiquei anêmica, me sentindo mal por dentro e por fora, com muitas dores de cabeça e não houve erva que bastasse. Mas nada disso me abalou, porque ele continuou sem fazer sexo comigo, mas eu sou a melhor ferramenta para o sexo ele. Não tenho como deixar de fazê-lo, apesar de não compreender porque ele não gosta de sujar tudo, mas vez ou outra respeitar, não por instinto, mas por necessidade de noção da realidade, que é o que mais tenho perdido ultimamente, além de pessoas, é claro.
Estamos dormindo na mesma casa, lá
Viramos a esquina e o rasta rapper passou. Meu rastinha cumprimentou-o. Eu não comentei sobre quantas noites dormi com ele e nem sobre nada. Disfarcei, disse que não lembrava o nome.
Eu odeio quando ele simplesmente repete as gírias dela, é como o vírus que eles compartilharam, sim, acreditem! Quando me contou, fiquei vermelha, minha garganta apertou, então pensei em todas as coisas que ainda não sei sobre eles, girafa va…

Ganhando anos e perdendo medos

Ele subiu até meu quarto e me pediu uma tesoura para cortar o doce. Colocou na minha boca. Amargor. Oito de fevereiro, todos os lugares viravam paisagens derretidas, espelhos em que eu entrava, as vozes deles se distorciam e eu só ouvia os risos do meu Rastinha, sincronizados com os meus. Então, foi como se conseguisse enfim compreender todos os motivos das atitudes das pessoas ao meu redor, mas continuasse não aprovando algumas e mesmo assim respeitando-as. Eu ainda não entendo a razão de toda a minha confusão. Eu amo quando meu rastinha faz com que meu corpo se descontrole, eu aumento o tom da minha voz, que geralmente quase não se ouve, e rio até que minhas bochechas doam. Ele me deixa ir para um lugar bem no fundo da minha mente. Nesses momentos, ele não se importa com a minha ausência, todo meu inconsciente se revela e releva. E acama balança, e o barulho do ventilador é dez vezes maior do que normalmente, tudo eco e vibra. O Buda que fica na sala ri para mim e eu sorrio de volta…

Um parágrafo pelo descaso

O nome mudou, mas a vagabunda continua a mesma

Estou sentindo o universo perto e sei que é porque estou com um grau a mais no meu corpo que sangra. Fomos acampar, eu, o Rastinha e a lua. Foi aí que comecei a mudar. Ele me disse que pelos meus olhos estou diferente, mas não é culpa dele. Estou sim um pouco amargada, mas nunca admito. No fundo sei que ele me prefere.
Me mudei para o quarto da frente, na sacada em frente à uma floricultura e à uma loja de lingerie em que eu não posso pagar. Ninguém retornou ligação depois que entreguei currículos.
Ainda não sei direito o que estou fazendo, enquanto para Chácara das Flores não consigo voltar e da Vila Schirmer não consigo sair. Não sei como as coisas serão. Não sobrará dinheiro para comprar o presente do meu pretinho, mas talvez eu devesse dar a camiseta que eu comprei para o meu Rastinha a ele. Mas talvez ele também não goste e não a use.
Meu celular não liga mais, então já nem falo com minha mãe. O carro está consertado e ele roeu minha bolsa como um cachorro para retocar a tatuagem…