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Mostrando postagens de Outubro, 2012

mentiras sinceras me interessam.

Não sei se vou, porque talvez nem faça sentido ir, afinal não temos futuro algum. Não é que eu não tenha tentado, eu tentei. Fiz o que pude.Na verdade fiz menos do que pude,obviamente. Mas já não faz diferença, porque talvez eu estivesse errada, estivesse sonhando demais, imaginando demais, fantasiando demais. Vai além do que posso suportar.
     Se eu choro, me sinto culpada, se não, me sinto livre, madura, forte, decidida. Mas eu choro, caio em minhas próprias lágrimas e permaneço implorando por um amor miserável, um pedacinho do coração de alguém.
     Tento encontrar consolos em pensamentos supostamente racionais e realistas, que me façam crer em minhas verdades. São mentiras sinceras, como diria Cazuza.
     E mentiras sinceras sempre me interessaram e acho que é delas que sobrevivi todos esses anos, que agora não parecem tantos.
     Eu queria verdades, mas elas não seriam verdades se as mentiras não existissem. Seria tudo a mesma coisa, e eu estaria perdida do mesmo jeito…
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Mergulho no inconsciente da solidão

Está esfriando. E eu não deveria deixar que isso acontecesse de novo.                 E EU SEI que filha da puta não tem hífen. Mas e se eu estiver criando meus próprios neologismos não posso ser condenada por nada.                 E continuo sem vontade de nada seus filhos da puta.                 Não costumava usar máscaras até cair nesse buraco imundo.                 Deja vu?                 De agora em diante não haverá essa de esforços e boas maneiras. Todos estão condenados ao meu caos irônico e semidelinquente.                  Não existirão motivos para risadas nem risos sutis, pois haverá apenas a doente perspectiva de um futuro incerto e corajoso.                 Apesar de tudo, meus amigos não serão perdidos por mim, eles é que me perderão, talvez para sempre, porque meu tédio já não é como costumava ser, porque agora é um tédio ocupado e perdido.                 Talvez alguém me reconheça na rua. Ou quem sabe eu me torne meu próprio fantasma que assombra os própr…

Lixo Atômico do amor underground

Tive uma ideia para um romance meramente projetado a partir da realidade que eu vivi, queria viver, quero viver, vou viver. É só amor puro, com todo o lixo tóxico que ele produz. Amor de infância, amor inventado, reciclado, resistente. Amor de rua, amor que dói.       Amor que eu não sei valorizar porque sou uma filha-da-puta.

Desnuda e com asas

Acendo um cigarro enquanto ouço Tori Amos cantar no meu ouvido, baixinho, devagar. Arrepios percorrem meu corpo e uma confusão enorme em minha mente. Eu realmente não sei como fazer e o que fazer, porque eu não sei mais a verdade, ela voou para longe de mim e de todas as minhas expectativas. Na verdade tanto faz, são poucos os que me seguram quando eu caio, e se vier seu nome será Caio. Mas não vira, porque não o sinto pulsar, só sinto um futuro com pouco tempo, segundos apertados. E nenhum de vocês estarão comigo porque eu só poderei caminhar sozinha. Vocês nunca sairão da minha memória, mas meu lugar é longe porque não sei valorizar o que não é belo. Sou humana e insensível algumas vezes. O que convém nem sempre é o que eu quero. Na maioria das vezes desperdiço amor, ainda não sei amar. Cansei das minhas próprias loucuras e esse lugar já não é suficiente, e eu já não te quero perto e eu ando rasgando coisas, excluindo fotos e te arrancando de dentro de mim, ainda bem que aind…
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Acho que deveria estar puto com o que me aconteceu, mas é difícil ficar zangado quando há tanta beleza no mundo. Às vezes, acho que estou vendo tudo de uma vez e é demais. Meu coração enche como um balão prestes a estourar. E então, lembro de relaxar, e de tentar parar de me apegar a isso. E então tudo flui através de mim como chuva.. E só posso sentir gratidão por todos os momentos da minha vida idiota.
Vocês não tem ideia do que eu estou falando, mas não se preocupe, vocês terão.

(American Beauty)



Ayer por la noche

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Ella caminaba despacio sin saber bien donde estaba. Las calles estaban sucias y el sol ya estaba rayando. No se acordaba lo que tenia hecho anoche, todo estaba muy confuso.          No sentía hambre, frío o medo, sólo um vacío desconocido, una sed de algo que estaba lejos, algo que tal vez ella nunca podría alcanzar. No tenía dinero algún, aunque pocas veces pagase por algo. Hubiera sentido, visto y oído cosas inexplicables y no sabía como, donde, porque y com quién estubo, daba ló mismo, continuaba sola.          Sus piernas no tenían el control, pero ella no caió ninguna vez. Su cabeza no paraba de pensar y sus ojos se estaban cerrando poco a poco por el sueño, pero ella no podría parar, necesitaba encontrar lo que queria.          Las personas estaban llegando a sus trabajos mientras ella pasaba. Su cabeza rodaba y ella prendió um cigarrillo a ver si pensaria mejor. Decidió sentarse em una escalera un rato para descansar.          Nada le venía en miente, ninguna imágene, solo…
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Como se arranca el hierro de uma herida, Su amor de las entrañas me arranqué. Aunque sentí al hacerlo que la vida Me arrancaba com él.
-Gustavo Adolfo Rimas Bécquer