Monólogo subversivo em discurso indireto
Sua voz está perdida em alguma parte da minha cabeça. Está lá escondida, repetida, e às vezes meu coração palpita quando você escreve palavras bonitas e rimas com métrica, completamente diferentes das minhas combinações de palavras. Agradeço a admiração, poucos versos são de desafeto, a maioria é de outono: um pouco frio, mas ainda agradável. Bom saber que meu público é seletivo, intenso, em progresso, em manifesto. Onde está o espaço da arte que eu não encontro o caminho... Não existe nenhum atalho. Chegar até mim é perceber que não valeu a pena. Escrevo para mostrar que vale, mesmo que isso seja inusitado para a maioria das pessoas.
Todo o barulho da cidade não me deixa dormir em paz, parece a vida acontecendo e eu telespectadora. Não te vi, mas te senti. Um arrastar de lembranças, uma certeza de infinitude da arte. As palavras são como a cidade, jamais dormem, jamais deixam de fazer ruídos, de todos os tipos. Elas mobilizam estruturas sociais ininterruptamente. Elas dominam os pensamentos mais recônditos para tentar expressá-los. Pouquíssimas vezes o consegue. Quisera poder encontrar o caminho, bem onde há um abismo entre nós. É escuro e difícil de enxergar.
Todo o barulho da cidade não me deixa dormir em paz, parece a vida acontecendo e eu telespectadora. Não te vi, mas te senti. Um arrastar de lembranças, uma certeza de infinitude da arte. As palavras são como a cidade, jamais dormem, jamais deixam de fazer ruídos, de todos os tipos. Elas mobilizam estruturas sociais ininterruptamente. Elas dominam os pensamentos mais recônditos para tentar expressá-los. Pouquíssimas vezes o consegue. Quisera poder encontrar o caminho, bem onde há um abismo entre nós. É escuro e difícil de enxergar.
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