Mil coisas

Insisto em repetir que não tenho tempo pra nada, que nada muda, que o tempo está ruim, muito frio, muito calor, que todos me odeiam, que hoje não é meu dia, que nunca vou conseguir, que fazer isso é impossível, que nada vale à pena, que o amor não existe, que livro de auto-ajuda é besteira, que nunca vou encontra o que busco, que minha indecisão me traz problemas, que não consigo entender, aprender, buscar, revolucionar, mudar tudo o que não está bom, tudo o que não me faz feliz, tudo que não é necessário.
Se eu gastasse o tempo que gasto reclamando em agindo, com certeza seria muito mais feliz e completa.
Mas o mundo é tão grande, o tempo tão curto e eu tão estúpida que realmente não tenho certeza de nada.
Há mil coisas pra fazer, mil lugares para ir, mil pessoas para conhecer, mil pontos turísticos para visitar, mil amores para se apaixonar, mil músicas para ouvir, tocar e cantar, mil projetos para concluir, mil coisas para mudar, mil pessoas para ajudar, mil livros para ler, mil filmes para assistir, mil cursos para fazer, mil escolhas para fazer, e enquanto os ponteiros andam tão rápido, mas isso não deve ser encarado como pressão e sim como oportunidade; uma oportunidade total, multifuncional, agradável e "única".
Só sei que eu nunca, jamais poderei afirmar que já vi tudo, já ouvi tudo, já sei o bastante, já é o bastante; porque morrerei incompleta, porém plena.

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