A Busca Incansável de ser e parecer.

Quem sou eu?
Sempre quis me fazer essa pergunta.
Sou um ser humano incansavelmente ignorante, mas que tenho minhas qualidades, meus defeitos, minhas manias, minhas paranóias.
Tenho nojo de gente sem respeito, egocêntrica ao extremo, violenta por acaso; tenho nojo de gente que maltrata os animais, ilude as pessoas, ridiculariza a vida, venera a morte e ri dos almas-perdidas.
Tenho nojo de pessoas que não são capazes de avaliar tudo de bom que tem e usar (e não vender).
E talvez tenha nojo de mim mesma, por que não me conheço bem ainda. E talvez nem consiga.
Nunca fui capaz de me olhar nos olhos e me perguntar quem sou. Nunca tive coragem de dizer olá, qual é o seu nome, como vai e essas coisas todas que a gente pergunta para os desconhecidos que acabamos de conhecer, para os vizinhos, amigos e parentes que encontramos na rua (nem sei se ainda se faz isso, mas pelo visto a educação já foi pelo cano há anos e nem percebemos).
Sou jovem.
Sou o espelho do futuro.
Sou a insanidade em pessoa.
Sou drogado, puta, gay, insensível, mal-educado, puro “sexo, drogas e rock n’roll”, sou irresponsável. E não. Não sou bom o bastante para nada. Sou verde. Vim de outro mundo.
Mas como ninguém respeita nem mesmo minimamente pessoas assim, sou desse jeito só por dentro. Finjo ser normal.
Finjo nunca ter fumado um baseado, finjo ser virgem, finjo não ter atração por outra mulher, finjo me comover facilmente, finjo dizendo bom dia, obrigado, por favor, e desculpa. Finjo fazendo tudo que é necessário para as coisas irem bem, finjo ser bom o bastante e até mais que o necessário em tudo. Finjo ser da Terra.
Fingir é tão banal, por que você ficou vermelho?
Sorria e admita: esse é você também. Mas talvez você nem se lembre, pois de tanto atuar se transformou no personagem.
Faço tudo escondido. Ninguém pode ver. Principalmente se for meu vizinho! O que eles vão pensar? Frase típica dos oprimidos.
Ninguém deve nada para ninguém.
Seguir regras de etiqueta ou de moral barata não paga conta de ninguém.

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