DAQUI PRA FRENTE

E eu sigo remoendo meus pedaços
De carne estéril
Onde não há nada de puro
Por onde vertem veias ensangüentadas

E desmonto partes de um além muito longe
Por onde não posso mais contar migalhas
Nem imaginar desenho em nuvem
Revivo as memórias mortas

Segue ardendo em mim algo de romântico
Em linha reta desperta o anseio
Por tempos que não existiram
E não podem ser mencionados

Contanto que não roubem meus restos
Meus sonhos humildes
De criança doce,
Não vou morrer

Nesse jeito flácido de amar
Esplandece uma obsessão
A do controle total
A do orgulho ferido

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