FOGO MORTO

Num frio corrupto
Com gelos ardentes
Dilacerando as carnes
Comendo os restos

E todas as carcaças
Ao chão frio
Carcomidas e recentes
Desaparecendo nas chamas

Num inverno incomum
Cheio de ardências
Corações sobreviventes
Das guerras incompreensíveis

Num mundo vazio
Queimando os pedaços de um imenso mosaico
Fazendo sumir bocas, braços, cérebros
Sem vozes graves ou agudas

Nem suspiros, nem protestos
Silencio mortal
Sem motivo real nem ao menos racional
Nada de concreto

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