PARAÍSO PAGÃO
Olhos profundos
Água límpida
Mergulho no nada
Nado em teu sangue
Vejo a cegueira
Do lugar onde estamos
Num mundo distante
Longe de ser real
Aquele real que se toca
Não existe aqui
Aqui tudo é relvado
Tudo nosso para sempre
E o tempo não é justo
Ele atravessa as paredes
Convence passantes
E controla a permanência
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