TEMPO REI

O tempo cigano
Que não tem nada de rei
Desprovido da magia
E de toda majestade

Olho nos olhos dele
Que ri da madrugada
Não me diz uma palavra
E não apressa os ponteiros

Já sem saída
E correndo num círculo
Perdida num labirinto
Empurro os ponteiros

As horas se arrastam
E aos poucos me arrependo
Dos céus intactos
E algodões doces sem sabor

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