queimaduras de quarto grau

     Eu ando queimando tuas lembranças. Ando aprendendo tantas coisas. Tenho acordado sozinha e ocupado meu tempo, minha mente, tanto que às vezes o tempo é pouco pra tantas coisas. E pouco a pouco tu te apagas de mim, secas, voas, viras fumaça. E as tuas cinzas vou lançar ao vento...
    Eu sei, não dá pra te esquecer, nunca, NUNCA, N-U-N-C-A! Por motivos tão profundos e tão simples, que me fazem chorar pelo menos cinco minutos por dia. E dói, dói, dói! E eu tento curar, mas arde. É uma queimadura que arde, mas que vai parando de doer com o tempo, que chegou sem avisar, teve chamas enormes, flamejou pra caralho e por isso que deixará cicatrizes em meu corpo.
     Sinto uma imeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeensa saudade de quando te conheci, e do furacão que tu fostes na minha vida, da importância que teve, da dor que causou e ainda causa. Talvez porque eu seja muito romântica... Ou tu sejas muito insensível... Ou nenhum dos dois. É só uma fase, eu sei que vai passar.
     Foda-se você, seu idiota, filho da puta, não merece uma lágrima minha, quanto menos minhas palavras!
     E eu não faria nada diferente. Nada.




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