Diário de uma submissa

Maldita amiga que um diz te fez entrar pela minha porta. Então coloque tudo em uma caixa, todas as míseras coisinhas que não foram dadas de coração e sim como que para cobrir alguma dívida. Então confabulem sobre mim e digam que eu finjo ser drama queen. Quando se dá tudo, principalmente tempo e não se obtém nada de bom, esperanças quebradas e corações fodidos, se é que você realmente tem um. Parecia tão bom, mas é tão terrivelmente tóxico que eu não aguento mais. Todas as merdas escondidas e mentiras contadas não cabem mais na minha cabeça, e elas ficam lá, martelando e eu ganho e perco tudo como em um jogo de azar, os dias não são iguais. Não há nada que eu faça que baste para tanta falsidade, porque você é uma daquelas pessoas que a gente nem pergunta para quem está mentindo, porque obviamente é para todos, inclusive para si mesmo.
E se choro na rua e caio em teus braços de novo, é porque te amo, essa sim é a maior prova de amor. Não tenho a coragem que preciso, embora queira muito lhe atirar pela janela e acenar depois. Eu lhe mataria se pudesse e esconderia o corpo depois. Meus lençóis com teu cheiro e meu quase que completo descaso com os outros. Entre todas essas coisas eu sou esquecida e a qualquer momento serei jogada em uma sarjeta qualquer e andarei recusando até sexo. Então continue mentindo, porque no fim quem vai se foder mais é você e nunca saberá que tentamos lhe ajudar, pois é cego demais para reconhecer as coisas que podiam lhe fazer melhor. Nem sei porque continuamos esperando algo se sabemos que não restará nada no final. Pra que foder todas as coisas desse jeito devastador?

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