Os exilados
Eles são os piores,
mas são os meus preferidos. Por eles eu faço tudo novamente despida
de todo o medo advindo de um passado infeliz, mas cheio de coisas e
momentos bons. Comecei a usar esse geringonça depois de um tempo,
pois estou realmente cansada e tentando arduamente me adaptar a essa
minha nova tecnologia. Que saudades das cervejas e das músicas e dos
“amigos”. Sinto em saber que nenhum deles sobreviveu ao amor,
porque diabos eu deveria?
Estou me sentindo como
Virgínia Woolf, Bukowski, Fanta, Anais Nïn, Luiz Rufatto e sério
Santan'na dos atuais, um pouco Clarice Lispector por causa da falta
de lucidez, são tantos que nunca acabaria de citá-los, mas nunca
negaria: sou da terra do Caio Fernando Abreu.
Virginia Woolf não tem
acento, mas estou tão chapada que nem lembrei.
Sobre os exilados,
tenho a dizer que eu os amo. Simples assim, não posso fazer rodeios,
eles são tudo para mim e minha casa está imunda e estou sem
internet, pois fi cortada e não pense que eu vou pagar, seu idiota.
Que eu amo... Mesmo todos eles preferindo as puritanas do que a mim e
no fundo sabendo que eu sou a melhor, a que não sai dos pensamentos
mais escuros, obscuros, insanos, sujos e eróticos possíveis. Somos
eternas divas.
Se vocês repetirem os
mesmos erros, eu continuarei a amá-los, porque vocês sabem como me
fazer feliz, mas quando não sabem, erram feio, e nós perdemos tudo.
Eu e você já não temos mais um ao outro. E somos dois hipócritas.
Eles estão exilados na
sociedade, porque todos nós sabemos quem são eles de longe. Eles
estão nos bares, nos shoppings, nas calçadas, nos prédios mais
simples e nos mais luxuosos. Eles estarão, comprando flores, fumando
ou bebendo. Estão todos exilados. Eles são crianças, nunca se
comportam. Eu queria poder criá-los para que nunca fizessem tanto
mal a alguém. Mas quando tento fazê-lo, acabo me machucando demais.
Meu deus, como eu
queria estar comendo a comida da minha avó agora. Mas você lembra
de quando você acordou na casa da minha família e começou a tocar
“Back to black”? Então, ali foi o prenúncio do fim.
Maktub.
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