Nada como um dia após o outro

Me sinto bem novamente, vivendo com dignidade. Quantas gramas eu quiser, preservativos e remédios. Todos os filmes e livros que eu quiser. Não precisei me prostituir para que meus armários estivessem caindo de tanta comida. E não há nada que me entristeça tanto quanto a vida em si, plena e vazia, yin-yang, e eu doida, desorientada, levando minha sobre-vida numa boa, porque eu sou tão boa, e os quadros se enchem com meu nome escrito com um l apenas. Nem tudo é perfeito.

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