Nunca se preocupem comigo.

Eu tinha sonhado com aquele branquinho que me perturbava, porque de qualquer maneira ele era bom de cama, apesar de ter fodido com a minha vida, parece que não foi em vão, então aceitei encontrá-lo novamente. Mas ele já não era o mesmo, estava cada dia pior, vendendo drogas outra vez e andando pelas ruas como sempre. Ele desenhou em mim, me queimou e me deixou ali sozinha. Mas quem se importa se ele é branco? Então uma cor muito melhor veio em minha direção e eu me lancei como um presente e dei tudo que tinha, qualquer vagabundo que cozinhe para mim, trepe bem, me dê maconha e cigarro eu acompanho. Ele estava querendo me salvar, dizendo que eu parecia a Pitty, cantando e tocando comigo, me oferecendo um lugar para ficar, me ajudando a procurar um emprego e sendo marrento como ninguém. Pague a maior parte do aluguel, que talvez eu vá, mas me deixe longe do teu tráfico, me empreste tua cama, me forneça as tuas drogas, estou me prostituindo por tudo isso, faminta, e sim, sou boa nisso! É o que todos dizem... Eu desorientada, assistindo maratona de The Simpsons, dormindo numa cama depois de um mês, no auge do meu drama, com meus olhos baixos e o coração destruído. Dois dias inteiros em todo lugar e ao mesmo tempo em lugar nenhum, bebendo vinho, caminhando de mão debaixo do sol da manhã, tuas mãos percorrendo meu corpo, abismado. Eu não confio em ninguém, mas estou sempre bem. Nunca haverá um super-homem para nos salvar. É tudo ilusão. O dinheiro na minha conta está cada semana mais absurdamente baixo e eu preciso entregar um dinheiro. Tenho essas dívidas.

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