Do amanhã ninguém sabe

Parei. Olhei, através do vidro translúcido, meu reflexo. Trêmulo e vago. Foi como se eu estivesse redescobrindo o mundo em um momento pequeno do dia em que não estou acompanhada da ganjah e percebendo a realidade crua a devorar meus sonhos pequeninos, minhas palavras desconexas e minhas atitudes impensadas. Erros. Milhões. Não há como consertar nada e ele aparece na minha vida como um velho fantasma e eu já não escrevo sobre isso, porque já não faz parte de mim. Te vejo vendado sem rumo, completo injustiçado, mero romântico patético. Nunca sou boa o suficiente.
Todos me dizendo o quanto estou errada e tudo doendo em mim, meu corpo padecendo, aborto hemorrágico, filhos da puta, vagabundos, tudo tão i-na-cre-di-tá-vel. Traindo a mim mesma com minha auto-destruição... Drummond já disse que o amor hoje é e amanhã ninguém sabe.

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