Tropeços

O dia cinza. Oito da manhã de um domingo nublado e a igreja evangélica ao lado da minha janela acordando a vizinhança com esses microfones e essas promessas de esperança.
Devorando Averbuck, fumando umas pontas e vendo-o ofuscado diante de mim. Me olhe nos olhos para pedir desculpa. Deita na minha cama e sente todo o erotismo que eu desperto, se confessa entregue. Lembra daquele colchão no chão frio? Arrumei tudo por aqui já...
Já não consigo dormir sem travesseiros altos por causa da azia e das dores musculares.
Às vezes quando acordo, tudo parece um pesadelo, parece que joguei muitas coisas fora pelo simples desdém. Sem emprego, fumando às custas de todos, mas ainda sim sendo muito livre, ainda assim fazendo o que eu quero e não perdendo mais tempo. Ainda assim comprando livros baratos e tendo orgasmos lendo.
Nariz empinado não sabe onde pisa.
E não, eu não faço grandes revisões gramaticais nos meus textos.

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