Destinada ao WS

Fiz uma lista das coisas que quero comprar, mas se o fizer não sei se poderei pagar o aluguel do mês que vem. Nunca mais quis alisar meu cabelo e sei que ela nunca será melhor do que eu. Duvido que saiba fazer as coisas que eu faço com a bunda, mas com certeza, ela é boa com o nariz.
Ele me levou para um lugar lindo, atravessei uma ponte com as pernas bambas por causa do medo de altura. O barulho alto do rio, as pedras, os bases. Muitas pessoas ainda me tratam mal e eu odeio muito a burocracia.
Todos os detalhes perfeitamente a mostra e eu buscando respostas sobre a vida. Não existe isso.
Todos aqueles manos com ele no palco cantando, eu estava tão longe, mas sabia que todos eles estavam ali, meus pretinhos e meus branquinhos, e senti orgulho deles e de estar viva ouvindo aquela rima pesada do leste de São Paulo.
Meu rastinha gosta de fazer amor olhando no espelho e eu quase desmaio, espasmos incansáveis, me rasgando como lâminas de prazer, king size, toda minha delicadeza brutalizada, ele nunca perde um movimento meu, ele sempre diz coisas no meu ouvido o tempo todo e sempre sabe quando quero fumar um, nunca me dá menos de quatro orgasmos.
Tenho me embebedado frequentemente. Passo o tempo todo em sonhos vivendo, plantações inteiras submersas na minha mente, carteiras cheias, natureza farta, menor de vinte, e minhas duas rosas, a da Isabella e a lá debaixo. Deflora-me. Livres. De volta.
Ele nunca me deixa cozinhar, presta atenção nas coisas importantes, enquanto eu nas coisas simples.
Acho que não vamos nos mudar, vou ler as cartas hoje...


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