Quem não luta, não argumenta na minha frente.

Como é bom poder gritar "vai se foder" para um desconhecido que vem querer ser machão no trânsito, mas não aguenta dez minutos numa cama comigo porque tem um pau pequeno, porque só quem tem pau pequeno se preocupa com o trânsito. Como é bom chegar e acender um cigarro no apartamento onde não posso fumar e tomar várias ritalinas depois daquelas cervejas e ouvir Cazuza cantando lindamente com a cabeça desconexa e sem fumar um baseado sequer, sempre nua, em nunca me importo.
Jamais pense que eu não sei brigar, nunca me viste brava de verdade, eu me cego e fico tão forte e capaz. Te engano com toda esse jeito indefeso, é só por dentro, só mentalmente. Não me importa se uma mulher tem um metro e meio ou dois, eu não controlo meus braços, furo olhos, chuto e nunca dou tapas, só socos.
Talvez eu quisesse me libertar de algo que não se explica, eu nunca fui tão livre, mas quem tiver que ouvir meus xingamentos, ouvirá, porque eu já não vou guardar nada dentro de mim. Logo no café da manhã me chamando pelo nome dela duas vezes e se engasgando, não quero mais dormir com um nó na garganta.
Andando no parque, procurando a paz e vi a girafa de olhos verdes, ela me fuzilou com os olhos e quase derrubou aquela cria pulguenta dela do balanço, ou sei lá que porra era aquela na pracinha. Querida, não olho para vagabundas se não vou atacá-las, então virei a cara com toda a minha diveza e segui para encontrá-lo, babe vagabunda, mire a minha bunda grande e bem fodida, porque não tenho filho pequeno para cuidar, mas gosto do brincar de fazê-lo.
A certeza de que ninguém fode melhor com ele do que eu é clara, e eu me orgulho de mim.
Então se ele continuar a não dizer quantas gramas e  nem quanto pagaram, continuarei dando cem gramas de graça e nos deixando no prejuízo, não quero mais correr nas vilas, eu não gosto de buscar nada. Aguente meu mau humor e a confusão da minha mente.
Acostume-se: Nenhuma vagabunda é melhor do que eu.
Toda aquela chuva nos molhando e a natureza entrando em nossos poros, infelizmente temos sempre hora para voltar, porque o sistema quis assim, escalou nossos trabalhos e todo o cimento nos engolindo na volta e o calor me fazendo quebrar tudo dentro do meu quarto e sujar tudo, rasgar roupas, chorar de raiva.
Meus pais não me procuram mais, eu sei que eles não gostam de mim, mas sou o ser que eles criaram, a formação de responsabilidade deles, não sou um monstro, mas sei que sou um pesadelo para eles. Eu nunca esqueço o que me disseram, jamais, cada palavra. Então não merecem meu respeito, pois nunca me respeitaram.
Talvez eu realmente não mereça nada, porque eu nunca fui boa o suficiente para nada, nunca ninguém me aprovou verdadeiramente. E quero avisar que não ando muito bem, nunca mais perguntem, porque realmente é impossível estar bem nesse mundo, me desculpem. E ainda me chamam de maconheira...



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ultraviolência

Me cobraram recato, eu rasgei o contrato

Arco-íris e Tristessa