Reconciliação na cama

Estava no banho quando ouvi o interfone tocar, corri e o meu pretinho já estava na porta. Me enchendo de beijos, enchendo os olhos de lágrimas por não ter conseguido me dar prazer extremo, mas sabendo fazer o melhor oral de todos os tempos. Ele me disse que seus dias mais felizes são quando ele está aqui comigo. Comprei cervejas, pizza e salgadinhos. Comemos tudo e nos sentimos bem, relembramos tudo aquilo e é como se nunca mais pudessem destruir nossa relação, nossa amizade cheia de cores e ouvindo a playlist maravilhosa de rap que ele preparou para ouvirmos juntos.
Não me importo quando ele fala da ex, ela é inofensiva, pois ele também é. Queria poder guardá-lo para mim, espero que o mundo não o engula antes.
Meu rastinha percebeu tudo e eu confesso que não sei como consigo ser mais esperta que ele, e chorar no colo, me abalar quando ele é irônico e me trata mal e deixar que me encha de desculpas, de beijos e de lambidas na minha boceta. Gostando quando ele me segurava pelo pescoço com as duas mãos, não há nada como fazer as pazes com sexo e também não há nada como a ironia cortante dele. Me sinto culpada, mas não sei o que fazer. O tempo... Os tempos... O clima... Problemas sem solução não existem, mas já não tenho tanto ânimo.
E mesmo que depois a mãe dele venha me dizer que eu não posso machucá-lo e que ele sempre foi amável com suas ex vadiazinhas, eu quase vomitei, mas mesmo assim sei do valor de quem chega primeiro. Jamais poderei comparar estilos de vida tão diferentes. E já não quero falar de quem não me interessa.
Eu consigo arcar com as minhas mentiras e tudo que eu faço errado dói, mas não me machuca tanto, pois cada dia vejo as coisas de outro modo e só eu sei das coisas que afetam meu coração, não sou muito capaz de fazer o mal seriamente, sou um ser compreensivo. Demais.
Se o amor não inflasse tanto meu coração, talvez eu soubesse ser boa com relações.
Existe aquele pássaro azul em mim e não é fácil suportar, quem tem sabe do que estou falando.

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