Viagem ácida de ano novo

Eu senti meu cérebro se derretendo aos poucos, ano novo, teto solar, ele coloca um pedaço em minha boca, nada acontece. Então ele coloca mais um pedaço. Acendo, passo, sinto meu coração pulsando forte, as cores se fundindo, cerveja, as vozes e as minhas respostas confusas. Tum. Tum. Tum. Aquela velha vagabunda querendo agarrar meu nego, minha filha eu bebo e não fico me jogando no namorado das outras.
Sentei no banheiro e não acreditei. Olhei para a parede, Buddah, não existe nada mais lindo do que aquele desenhos hindus se movendo na parede, aí que percebi o efeito, não é brincadeira, mergulhei em mim mesma, o estado em que estava, olhei no espelho e vi minha pupilas super dilatadas, eu podia ver meu reflexo inteiro dentro do meu olho. Um pico e Lilith sussurrando, eu não conseguia parar de tremer, meu corpo em êxtase, um cigarro atrás do outro.
Eu usando minha energia para trepar, coloquei minha perna sobre a mesa e ele me comeu umas cinco vezes. Ele me proporcionou minha primeira viagem dentro de mim mesma, sempre tive medo, pensei que não votaria, mas aqui estou.
Odeio aquela vagabunda mais do que qualquer pessoa no mundo. É horrível pertencer a um círculo em que ela já estava incluída e onde todos gostam. Filha da puta, espero que morra. Quem ela pensa que é para falar sobre a comida do MEU pretinho, aquele que NUNCA foi dela. Mas se ela volta para o rastinha, ele aceita, porque não aguenta toda aquela beleza estonteante, se eu a visse ela me ofuscaria completamente, nunca vi mais bela.
E eu tenho certeza que o nome riscado do lado cama é o teu e porque? Me sinto imunda, sempre pegando o resto de mulheres lindas, eu não sou nada, ninguém, eu sou ridícula. Me sinto idiota e pequena. Mas estão eu sou intrusa e todos repetem o nome dela com respeito, eu odeio pagar de boa moça. Se quer saber sou puta mesmo. Mas não queria, ela que me persegue. Aposto que tudo que ela fazia era incontestável e ela exigia respeito. Tenho certeza de que se ele me conhecesse antes, veria que não é brincadeira o meu histórico. Mas ele sempre vai ganhar, e eu estou desconcertada. Não queria mais estar lá.
O vi em todos os momentos, meu preferido, que eu não admito à ninguém que é, mas é o que mais esteve no meu inconsciente, mergulhei e o vi, e então virei para o lado e senti meu rastinha cheio de folhinhas de sativa no cabelo e as cores se movendo, relógio de salvador dalí, meu corpo sem responder, eu perdi todo o controle e não dormi por mais de trinta e duas horas.
E eu odeio que me peçam favores.

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