A teoria do contágio

Me peguei fumando um de pontas e pensando no fato de que se tivesse escolhido a cidade certa, teria ido para lá, mas escolhi essa e não aquela perto da praia. Talvez eu não tivesse influenciado tantos e virado problema sem solução. Mas também não teria construído bons textos e relações que agradeço. Enalteço-os, ensino-os em todos os lugares, falo mal de quem eu quero e pode vir que eu não pago pau pra vagabunda que não dá lucro, pego me mesmo, que nem troféu, disse a ele que ela não aguenta, e é verdade mesmo. Mas chega, podem todos falarem mal de mim também, sei que falam, falam sem saber, sem ter estado lá, nem saber das pretensões do meu coração, tudo que eu mereço e que todas as ruas me deram, eu não tenho como agradecer a não ser brindando assim, fazendo tudo que eu mais gosto na maior dose possível, e de nariz limpo, eu sempre serei assim, nunca fiz mal à ninguém, eu não pratico crime nenhum, eu gosto das coisas boas e simples.
Desculpem, eu sou assim, se estou ofendendo talvez seja de propósito, mas sempre dá para saber nos meus olhos da melhor maneira a verdade depois de um bom.
Unhas roídas, olhos pequenos, eu não tenho medo do auto-conhecimento, tenho medo do pre-conhecimento que as pessoas tenham de mim. Literatas não, mas cidadão bons e cultos dizem que meu blog agrada, eu me encho de brilho intenso quando isso acontece, e todo amor por escritores latinos e brasileiros esporram sua sabedoria em mim, e ela jamais poderá sair da minha mente e do meu coração.
Não sei qual rumo ou rua, eu estou indo com a sorte e contando com algum fim.

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