adeus, rastinha inocente

Todo o meu tédio descapacitando minha capacidade de decisão. Então ele olha nos meus olhos e diz quem é meu pretinho lindo e cheirosinho. Sabia que seria assim, ele descobriria tudo, que ridículo achar que estaria para sempre com alguém que não é meu sonho. Talvez ele nunca saiba nada verdadeiro sobre mim, mas com certeza saberá que eu sou a pior de todas. Serei sempre a pior que alguém poderá lembrar ainda que ninguém entenda como isso pode ser possível. Meus relacionamentos nunca são duradouros, mas é porque eu não sei administrá-los. Quase nunca falava dele assim, mas ele continuará a mesma pessoa, um pouquinho mais amargo, mas eu não me incomodo, porque geralmente quem pouco ocupa minhas linhas, pouco ocupa minha vida.
Espero que não seja tarde para ir atrás dos meus pais, porque agora novamente não tenho onde morar. Nunca tive de verdade. Mas tudo bem, pelo menos nenhuma vagabunda me afeta mais. Acabou o pesadelo. Novamente terei de comprar meus cigarros e maconha. Admitindo o fato de que sou uma vadia de quinta categoria, exatamente como aquele outro filho da puta branquelo foi. Talvez eu fique ainda mais feminista, mas eu não dou a mínima. Estou me sentindo livre, mas sem nenhum lugar quentinho para correr. Que dias duros e inesquecivelmente doloridos são os dias do fim, tão frios, não levam em conta nenhuma coisa boa às quais nos submetemos um pelo outro. Não pude nem mesmo esperar o haxixe aprontar, ele me mandará embora antes. Ele com certeza merece uma mulher perfeita, que nunca fui eu, porque eu nunca seria capaz de me submeter à todos os seus caprichos machistas.

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