Chinaski no país do espelho

continuo sentada aqui às oito da manhã, tonta de sono e fumaças. Voltando aos mesmos lugares e percebendo os vazios dos móveis da casa e aquelas ruas sempre são as mesmas e eu corro com baseados nas mãos e demoro para te encontrar e também já não sei o que dizer.
Comprei livros e viajei, li um texto que publiquei, gostei do peso. Acabou o café. É um dia de inverno de verdade e eu não tomei aquele remédio hoje. Eu não me equilibro apenas através dele.
É íncrivel o efeito que o verde e o remédio branco causam em mim, e eu entro no espelho, minhas lentes não funcionam mais. Entro no espelho, sou uma ninfa nua, a melhor de toda, causo incêndio em todos os bairro, quebro janelas e não me dou razão.
Não importa quantas promessas sejam feitas, eu direi adeus sem saber ao certo o que isso significa.

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