coisas mortas por mim

Ainda não são nem duas da tarde e meu corpo não aguenta esses dias nublados e vazios. Eu devoro livros inteiros para preencher algo em mim, meu tempo passa devagar e sigo fumando uns cigarros tentando não umedecer meus olhos jamais calmos. Quero rasgar todas aquelas coisas, eu jamais vou ser objeto de ninguém, não sou uma fantasia sexual, vou colocar todas aqueles brinquedos sexuais idiotas no lixo despedaçados, como daquela vez que quebrei tudo e rasguei as coisas daquele branquelo, isso dá prazer em mim.
Tudo se arrastando a minha volta e não há volta.
Ouço o caminhão do lixo passando no meio da noite, fétido, levando tudo que restou de nós, rasgado por mim, destruído por nós, levado por eles.

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