vento de chuva

Assistindo ao entardecer pela janela de um novo quarto no quinto andar, nas Dores, olhando o sol se esconder em meio aos prédios e pintando as unhas de rosa. Todos nos apinhávamos para viver, uma portinha para cada um, um sobre o outro, espaços milimetricamente calculados, metros quadrados exatos.
O vento dava uma brisa leve àquele dia de inverno com cara de verão, eu vestindo camiseta, meninas com saias, vestidos e uma sensação boa percorreu meu corpo, de repente já não me senti tão lixo, já não precisei de nada, já passou o efeito da forte de miligramas misturado com verdinho.
O vento na minha cara, indo até a rodoviária, sentindo-me muito cansada de tanto subir e descer escadas com mil caixas e sacolas e malas e livros lindos.
A noite caindo e meu coração apertando. Tocava O cheiro dela não sai da minha cabeça... Eu me balançando no carro, eu adoro essas ruas, eu quase não digo uma palavra, apenas sorrio e faço todas as coisas que devem ser feitas, duvido que alguém aguente todos os músculos se mexendo ao mesmo tempo como sempre faço.

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