Distúrbio sem preocupação

Perdida em um sobe e desce de caixas, sacolas, móveis. Mudei-me novamente pra um lado da cidade que eu não gosto, saí do lado onde nasce o sol, odeio aquelas ruas intransitáveis de cheias, odeio acordar cedo, mas hoje ganhei um beijo na testa de uma boca que já me ofendeu, eu não sei se acredito no amor. Leio os escritos em prosa da garota arco-íris em um caderno pequeno com uma letra miúda.
Vi a dupla de vagabundas mais baixo nível que conheço, vi a girafa e sua amiguinha arrombada e não tremi de raiva, apenas olhei de longe, estava com muita pressa e não quis perder tempo com duas velhas putas. Pagadores de pau chegam perto sem medo das dsts.
Ele parou o carro, falou com os rimadores e eu os reconheci pela voz, perguntou se tinham visto aquele filho da puta ladrão, disseram que não. Entramos na leste, ele perguntou novamente ao outro rimador que disse não e mais algumas coisas inúteis. Eles beijaram meu corpo e ninguém saberá das linhas percorridas por mim. Faça sua pesquisa sobre a minha pessoa e veja o histórico que pesa em minha consciência sem perdão nem razão nenhuma, apenas meu corpo flutuando em uma atmosfera de paz. Pergunte a todos porque sou uma vadia e tomei todos os tipos de cerveja que existem e fumei tudo de Floripa e diminuí meu remédio, por vezes não tomei e meu auto-controle melhorou. Me cuidei na norte, onde estão as mais vagabundas. O frio voltou para me trazer melancolia bem no início das aulas e eu não quero me preocupar com nada.

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