A viúva negra

Eu sou abusiva por natureza, não é porque te odeio que faço o quê faço. Pura verdade. Então ouça meu coração disparando e perceba que pouco sei sobre amor, mas muito sobre desamor. Tente me desarmar, dificilmente conseguirá. Engula minha fumaça, obedeça todas as minhas ordens. tudo que faço é proposital, mas a maneira como me interpretam não...
É preciso dizer adeus ao universo para poder entrar em meu mundo louco, é preciso estar nu, sempre estarei sedenta, tente adivinhar há quantos anos eu jogo esse jogo e saberá que raramente estou errada, mas todas as vezes estou confusa. Você me trazendo paz no verão monótono dessa cidade chata. Gastei todo meu dinheiro em livros e não sei onde fui parar viajando.
Confesso que odiei passar a madrugada do dia primeiro no Seibel, a norte mostrando o céu e os morros como nenhum outro lugar, eu brilhando junto com a lua, sem entender porque tanto elas dançavam funk e eu ali abismada. Quero ver fazerem de verdade, meninas. Eu odeio o ano novo. Champagne. Ele nunca fará com que eu o odeie, mesmo que tudo seja imperdoável como é.


Comentários

  1. Jean Oliveira06 janeiro, 2016

    Teve tão perto da minha casa, e nem se quer lembrou de mim...

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  2. Lembrei o tempo inteiro, pretinho...

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