Metralhadora

Acendo um do bom, logo hoje que ele não está aqui. Veio como uma brisa me devolvendo algo que havia levado de mim, aquela paixão sempre me fez bem, é tão complicado saber o que fazer com isso, apenas sabemos que é bom, não sabemos lidar bem com isso.
Fumaça saindo das casas por causa da umidade trazida pelo calor. Cada frase um tiro, estou fragmentando-me sem razão exata, apenas a soma dos fatores imunes de bondade ou maldade que me formam humana.
As minhas tatuagens são tão delicadas que podem iludir. Você me deixa em transe.
Tusso sem parar para poder escrever sobre nós. Para que toda minha mente clareie e eu possa ordenar meus pensamentos, me inspirar no teu perfume, cheirinho inesquecível, deixa o feminismo de lado, deixa os problemas do mundo sem pesar por algumas horas, em minha proteção, nem a literatura marginal, nem o rap aguenta. Como é bom ver aquela pintinha debaixo do olho esquerdo.
No fim, não tínhamos fumado, mas era como se estivéssemos flutuando. Canse-me. Delize em mim. Diga coisas censuradas em meu ouvido.
Discuta comigo sobre as coisas, mas te digo, é a pessoa menos machista que já conheci, Simone de Beauvoir concordaria comigo. sem dúvidas.
Acendo um cigarro, falamos sobre o acaso, Filosofia de facebook nunca nos enganou mesmo... A verdade é uma só!?
Desintimidando-o com beijos quentes. as horas passam correndo.
Meu pretinho pergunta que bebida comprar, digo a que ele quiser, me trouxe vodka de maçã verde.
Aliança ficaria bonita no meu dedo, disse ele.
Beber de mais faz mal para ti.
Estou usando uma agora que ficou grande para mim, assim como ontem o quarto ficou pequeno para nós.
Menininhas moda, aquelas que não sabem do calor latino.
Meus joelhos roxos e eu toda arranhada.
Hoje rastinha perguntou qual refrigerante eu queria, comprou de maçã verde.
Ontem vomitei, me achei ruim mesmo.


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