Fora do padrão capa de revista

O hospital estava como sempre foi, cheio de gente, camas nos corredores, estupidez no atendimento, quantas vezes fui barrada e não pude vê-lo, guardinhas vagabundos, mas de que importa se não chamaste ela para ficar contigo por horas esperando pela cirurgia, porque afinal adora quando ela frequenta essa merda de bar, não me interessa mais nada sobre o que aquela vagabunda desperta em vocês.
Enfermeiras ridículas me xingando, por que elas mesmas não fazem o próprio trabalho caladas?
Estou sempre fora do padrão capa de revista. Difícil de conquistar, facilmente irritante, altamente decepcionante, constantemente inspirada pela erva, todos os dias esperando a disposição surgir de repente em mim, mas não encontrando nada de bom em meu âmago.
Em que canto desse quarto perdi meu pincel para poder pintar meu cabelo, em que lugar está a lembrança do meu reflexo dentro dos teus olhos?
Estou ansiosa para me libertar. Opressiva, um tanto expressiva, porém nada nada inofensiva.
Ofendo bem no ponto fraco, não é preciso assustar-se com a minha maldade insana. Quantas vezes deram de cara com a loucura nesse nível?
Perguntas retóricas, insatisfatórias buscas da minha mente solta pelo mundo e o corpo em uma prisão chamada repressão. Buscando apenas no fim um tráfico de informações na literatura. 

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