Três passos para a loucura

Me leve pelas luzes da cidade, raramente segurarei sua mão, não gosto de exposição quando você me desvenda e devolve o reflexo em meus olhos, ando meio triste, não me confunda com ninguém quando eu quebrar o ventilador e jogar copos na parede, eu sempre fui furacão.
Espero que todos eles consigam viver bem com minha ausência, se eu morresse agora, morreria feliz, meu amor. Em todos os lugares vejo teu rosto, com meus olhos momentaneamente pequenos e confusos. A noite sempre nos faz parecer selvagens e jovens, como crianças inocentes. Nos ilude com suas luzes ofuscantes e eu olho através da janela do ônibus sem saber porque acabei ficando aqui, mas sabendo exatamente o por quê.
Arrepie meu corpo com promessas falsas, porque o tempo levará tudo de nós e todas as lágrimas escorrem de meus olhos quando fico sozinha entre quatro paredes, mas não tenho chave caso alguém me pegue tão triste. Minha doença sempre será essa, com os mesmos passos repentinos: estranheza, raiva e arrependimento. Marlboro vermelho ressecam meus lábios que ele disse que são em formato de coração.
Não conte-me suas histórias perigosas, encha-me de paixão nem que seja apenas por um momento em minha solidão completa e novamente sem um centavo. É tão difícil conviver comigo mesma quando me observo no espelho, velhas marcas sumiram e novas surgiram. Por que a vida nos leva para lugares diferentes? Por que nos arrasta para tão longe, porque ele não percebe a dor crônica em meus olhos, creio que ele admire minha insanidade crônica. Subiu na moto com a loira e deixou-me sozinha nesse calor. Logo eu, que dei a ele o primeiro livro de sua vida, no qual há um conto que escrevi.

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