Ninfa do lago

Há anos tenho a Virgínia Woolf como minha melhor amiga, será que estou enlouquecendo também?
Ao farol, leitura boa habitual.
As pessoas devem tocar em mim e sentir a podridão de meu corpo, alma fúnebre,
Disse todas as minhas verdades à ele, ele entristeceu-se, quem se arrisca a comprar meus sonhos utópicos? Estão em promoção.
Não entendo como ele pode me amar mesmo assim, me decifrando de minuto em minuto, quantos sujeitos camilla existem? Eu amo todas elas, também não consigo decidir-me. Metade de mim é fantasia, ou sou completamente fantástica?
Minha visão desfocada, sempre soubemos qual era o fim da lolita, sempre nos disseram.
Apenas tenho alguns problemas.
Lendo Ao farol as pessoas percebem as coisas mais claramente.
Passional decadente, compreenda como foi minha vida e não me julgue mais. Tente juntar as peças do quebra-cabeças que eu estou (des)montando.
Percebi que ele tirou a aliança quando escutou o que eu tinha para dizer.
Leve-me ao lago onde joguei a aliança com teu nome escrito, vinte de novembro de dois mil e quatorze gravado, e deixe que eu sente sobre as tuas pernas e faça o que sei fazer de melhor, deixando que minhas mãos deslizem pelas pedras que antes eram frias, e agora que estou tremendo de amor, estão quentes, a água está quente. Não haverá ninguém entre mim e meu homem, nem mesmo a mãe dele tentando, em vão, me prender. Ninguém sai impune de minhas brigas, arranco pedaços de corações. Maníaca de tudo. Obsessiva com tudo.
Enfim, termine o sexo comigo. Não se preocupe se há alguém assistindo, lhe perguntei naquela noite se você realmente sabia quem eu era. Tenho certeza de que sabe agora.
Minhas pernas estão bambas.

Comentários

  1. Tu é fantástica. E realista. E dolorida. Sabemos. Sabemos quem somos além da podridão de um peito desgovernado. E pelo que sei, lo-li-ta, christine f, woolf, sabe... se cada um tivesse um pouco de cada uma (e não estou romantizado transtornos), se cada pessoa tivesse a sorte de sentir como tais ou próximo disso (e desse pensamento de vida: história), então, delongas à parte, que bom que tu tens tua poesia marginal e que compreende bem teus próprios desejos (ou tenta segui-los). Isso não é um defeito. Cada um tem uma maneira de sentir. A tua, bem sabes... o pássaro azul. Obrigada sempre pela ótima leitura que encontro aqui. Sabe, espero um dia ter um livro teu nas mãos, marginal, além do teu tempo pós moderno, sem status, fumando um, lendo teu livro do alto de uma.periferia do rio. Correndo ricos, tiros, vento na rua e o mundo ali nas mãos. Como a poesia deve-ser, assim: atirando verdades como prato principal. Há de ser boas, ruins e noutros casos, não mero que dolorido e extremamente eufórico de felicidade [o que convenhamos, melhor sentir de mais, melhor enlouquecer, do que tolos sem dizer nada. e eu digo. grito. voz feminista que é pra saber que eu não vim gozar de brincadeira. é ponto g ou fingir mordomia. e se for pra mentir, o fazemos bem.

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