Todas as noites escritas e documentadas

Pena eu estar afogada para enxergar teus olhos que ofuscam qualquer beleza, fiquei impune por tudo até hoje, mas pena eu estar impedida de entender a distância e de explicar o que sinto e o por quê. Insistindo sempre em minhas loucuras, dispondo a mim mesma desastrosamente, rimas em baixo volume pra inspirar sem confundir. Eu prometo voltar algum dia para jamais dormir um dia da semana sozinha. Gostam quando estou sofrendo, eu aprovo a decisão, sem motivo e em vão. Com pressa da vida sem perspectiva, de repente gostaria de ser homem nessa cidade e poder transitar à noite, para te levar erva e remédios para o vírus que te passei e insiste em voltar involuntariamente. Me afoguei em tudo isso para ver aqueles rostos me perturbando todos os dias. Henry Miller me salva sutilmente, de forma perspicaz.
Vi e repensei, me perdoem, eu terminantemente sou imatura como vocês, admitam que aprendem muito comigo. Eu tenho poucos anos longos e ruins para contar à vocês.
Parecendo ridícula pensando nele e explicando a mim mesma que choro porque sou boba demais, ainda.
Queria apenas que soubessem...
Que tenho todas as noites escritas e documentadas.
O national  anthem se repetirá no dia três de abril, como nos outros anos, mas sempre muito diferente, com mortes se acumulando e meu olhos dilatando sem controle algum.
Eu sei que você faz o mínimo por mim, mas tenta fazer com que eu acredite que sou o máximo, sei que espera que eu seja mais fácil ainda de convencer e diz que eu estou fazendo isso, por favor me avise que estou dizendo a coisa certa, ou então marque um psiquiatra urgente para mim.
Você é bem grandinho para interpretar minhas palavras e quem sabe até mesmo traduzi-las para mim.
Infelizmente, me verá com mais olheiras do que nunca, mas fodida, sempre fui.

Comentários

  1. Gosto quando um texto muda de tempo e de verbo. Gosto das emoções e de toda a intensidade que encontro te lendo. Mas é pesado. Como muitas das melhores coisas. E bebidas. Gosto dessa tua imposição de tu te mostrar e simplesmente não aceitar tudo. Não para! Continua, a literatura marginal te espera

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