movida à alcool

Fiquei esperando que você parasse de dizer que entrou na casa daquele cara idiota que foi preso recentemente, espero que hungria morra, às vezes penso que podia ter desrespeitado esse lado da cidade para o qual eu sempre volto e poderia sim ter sido mais violenta, exceto que você me protegesse assim, então fiquei estática.
Sempre com muitas coisas para fazer e nenhuma paciência aparente. Você fez com que aquela vodka barata estragasse meu fígado devastadoramente e eu gritei a noite inteira e me abracei na gatinha brisa para tentar dormir com a pretinha.
Álcool como combustível principal e nenhuma maneira de fazer as coisas mudarem enquanto leio seissentas páginas do eduardo e estudo a gramática espanhola a fundo.
Disputo comigo mesma o jeito de te fazer feliz.
Pensando nele e vomitando, desolada em ausências de fantasmas na cidade e o outono chegou imprevisivelmente bom de degustar.
Bebo litros e não sinto mais você em mim, porque nem ao menos tentou, mas eu me esforcei. Dormimos juntos, então penso, repenso, dispenso arrependimentos cortantes.


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