Sobre noites escuras e frias

Distancie-se de mim enquanto procura ouvir que música está tocando.
A única coisa a qual eu tenho certeza é que estou congelando, mas ainda assim a noite está bela e me lembra você em outras noites do inverno passado. O tempo passa realmente, mas tão realmente que transformo tudo em sonho, névoa perpassando minha memória um tanto incerta.
Será que realmente haverá um dia em que eu me libertarei de mim mesma? Que eu poderei enfim ter todas as coisas básicas que preciso?
Onde eu estive todo esse tempo que estive com você, bebendo, beijando, despertando para um novo dia, quase sempre cedo, sempre atrasados. Onde foi que eu estive quando o mundo não me quis mais inserido nele e eu ultrapassei a linha do desespero, a última delas, mas sempre soube que faria tudo de novo. O nunca e o sempre não significam nada para mim. As ruas seguem sussurrando poemas e o sol quase não aparece no céu.
Não haverá ninguém para buscar-me do precipício e a fumaça toma conta do ambiente. Eu jamais quis ver alguém de novo por medo. Mas gostaria de dizer que pode ficar o tempo que quiser, sempre que preferir.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ultraviolência

Me cobraram recato, eu rasgei o contrato

Arco-íris e Tristessa