Reparação

Queria que alguém me dissesse como me comportar quando não sou boa o suficiente. Se de alguma maneira vivo fazendo mal, queria dizer que o que parece é que não mudei muito, mas algumas vezes não te levo onde você quer, tenho muitas coisas para fazer com aquele dinheiro, a maneira como seus olhos deslizam sobre mim, porque não bastassem suas mãos, a qualquer hora do dia, parece que me acostumei a ser muito má e a fumar cigarros longos, e você se acostumou a me interromper nos invernos frios. Como diz o rap da brisaflow: isso é nosso também... homens... é apenas reparação.
Espero que aqueles que traem e querem dizer a todo mundo o que fazer nessas situações estejam preparados para minha metralhadora de palavras, montando textos como ninguém, que eu posso quem sabe até mandar pras lindas mulheres de cada um deles.
Meus dedos só querem digitar sobre mim, e na medida que me despeço de tudo e tento abstrair-me, abstraerme, sigo desta maneira in(aceitável). Preciso pensar sobre essas coisas para depois não reclamar de mim mesma. Bebo smirnoff de limão, frito muitos pastéis de vários sabores, escutando as românticas de fetty wap e trabalho para me manter acordada. E a propósito, eu amo aquelas playlists que o pretinho fez.
Gosto da maneira como eu e o rastinha perdemos o isqueiro, e compramos fósforos e o isqueiro esteve o tempo inteiro dentro da minha bolsa, como cheech and chong imersos na fumaça subindo lentamente...
Detesto quando passo pelas ruas e vejo o rasta idiota, como se sua voz prestasse, mas só o cabelo presta. Esperei que passasse rápido...

Comentários

  1. Meus remédios para dormir não funcionam como deveriam. Assim como o sistema, o amor, as falhas, os erros, a pizza ruim cara de que pago com um dinheiro que nem é meu. Sei que tenho pesadelos diurnos, e quando não os tenho é como se mesmo não sonhando, acordo agoniada no meio da noite, e já não consigo voltar a dormir. Não consigo mais chorar. Não sei se isso se chama fraqueza, acho que não seja perto de ser. São 06:31 da manhã. Não sei se o sol aparece hoje, mas espero que sim, para que eu possa me sentar no sol. Depois percebi que havia mais arte em mim do que eu imaginava. Não sou mais um ser humano jogado de lixos e retalhos alheios; quando olho as nuvens e vou no zamperetti todo domingo sempre consigo pensar que gostaria de ser um pássaro branco. Talvez minhas asas não fossem tão cansadas se fossem de verdade. E não sei o que ser um pássaro me faria sentir. Tenho transbordado arte por todos os cantos. Confesso que nenhum livro na minha estante foi o suficiente para me prender, faz mais de 1h que penso em acender um cigarro, mas, agora voltei a morar com meus pais depois de três anos, decidi largar a terapia, porque percebi que sou ótima fazendo o que faço. Sei das minhas senti-las. aceito minha solidão. Ainda assim, queria uma companhia. Hoje indo para o campus a pé com uma amiga e um amigo, na metade do caminho conseguimos uma carona, estávamos brisados e quando o vento batia, eu fechei os olhos até descer do carro. Penso que nada pode acabar nesse instante. O teatro têm me ajudado muito, recebi elogios e estou escrevendo um livro que só tem seis páginas, não é para publicá-lo, ele só precisa ser meu e dela. Conheci uma pessoa que causa arrepios na minha alma, e não falo de carne, amor, não falo de intensidade ou mera atração. Não falo de fetiche. Não falo de romantizar poesias porque a vejo de uma maneira que ninguém mais faz. Às vezes, a poesia é tudo que tenho e ela há de bastar. Nunca caminhei por muito tempo na rua, ouço relato de um amigo que vezquando faz prostituição e o tema do TCC dele é centrado nisso, e penso que tenho que ser boa o suficiente para entrar num apartamento desse uma vez na vida.

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  2. Ando me revirando do avesso e tem saído coisas boas de dentro de mim. Coisas que eu não sabia ao meu próprio respeito. Acho que pararia com a Terapia de vez, 50reais a sessão é muito cara, pra quem não tem um emprego. Me sinto sufocada por não ter um apartamento ainda. Falta pouco para eu me formar e não estou preocupada com isso, cumpro minhas obrigações.
    Tenho me sentido livre, bem mais do que de costume. Queria ganhar um livro da Anais Nin ou da Maltide Campilho; preciso de algo que me prenda. Bukowski é o meu poeta, mas ele tem sido previsível demais chegando em casa com hálito de cigarros e álcool e um poeta maldito de que trabalhou muito e ainda encontra tempo pra suas viagens em gozos. Tentei transar 5x e não gozei em nenhuma, depois disso, pensei que ela realmente roubou minha alma e estou pensando seriamente em não pensar em nada além disso, apenas deixar ela me levar da forma que quiseres, para o mundo de feitiços dela. Ando feliz e por mais que essa palavra seja subjetiva, já consigo me sentir confortável e bem em alguns lugares, com algumas pessoas. E isso é relativamente um avanço para quem não se sentia bem na própria casa, na rua, ou em qualquer outro lugar. Não me encontro na gramática da faculdade, tenho vontade de vomitar palavras, mas só o enjoo. Fumo cigarros e vários do bom todos os dias. Me senti inquieta nessa madrugada e resolvi te escrever. Penso demais, talvez se não pensasse tanto, as coisas aconteceriam mais facilmente. Mas, ainda uma poção mágica de evitar pensamentos. Vejo meus amigos com transtornos piores que os meus e sinto raiva do mundo, por não cooperar com o amor. O amor, a empatia, essas coisas todas que se vão na mesma proporção. Ainda assim, tenho vivido os instantes. Pediram pra escrever sobre eu mesma e não consegui. Estou sentindo quem sou e escrever ao respeito disso seria desperdiçar cerveja. Escrevo para compreender meus sentimentos e nele está o tudo; tudo está diretamente ligado à mim. ando realmente bem, embora, às vezes, como hoje, é como se todas as cargas viessem sobre meus ombros. Vejo séries, escuto música clássica, e penso que o sol ainda não veio. Prefiro o sol indo embora do que ele nascendo. Tenho alguém que tem me dito como me comportar, e eu realmente gosto disso nela. Gosto de saber que ser ser cruel e maléfica, e que alguém assim, pode me ver além do que mostro. E ainda assim, ajudar no que precisa. A arte está gritando, mas, tenho demonstrado isso mais no palco e principalmente quando escrevo para ela. Sempre quis escrever um livro sobre a vida de alguém, talvez não sossegue até terminá-lo. Estou com 40quilos e isso me deixa preocupada. Na minha próxima consulta preciso pedir remédios que me engordem. Minha poesia é uma carga de adrenalina e eu não canso de fazê-la. Mas, a poesia me traz muita dor também, e quando consigo soltá-la é como se eu deixasse ser quem devo - cheia de luz, embriagando-me de amor e adrenalina. Embora, ame o perigo, não vou desistir até ser amante dela. Embora de certa forma, já seja. Vou ler mais um pouco e tentar dormir. Ou ver o dia nascer. Qualquer coisa. fumar um cigarro em devaneio com minha mente. Não escrevo bem quando minha ansiedade floresce. De qualquer forma, queria contar que estou realmente bem, embora às vezes tudo que realmente falte para eu ser eu, é de um apartamento só para mim. Ela me lê completamente e sei que ela sabes disso e sabes que eu sei. Também a leio completamente. Não consigo pensar noutra coisa, senão ter ela em minhas mãos firmes, para que ela sinta a minha verdadeira poesia de que poucos conhecem à respeito. Esse teu texto me marcou muito, porque é uma versão minha. Espero conseguir escrever melhor depois de quarta, na próxima oficina de teatro. Já não mais medo de ser eu, e é o máximo de amor que eu poderia me dar.


    Beijos em ti, neguinha!

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