Demora não permanente

Até quando eu serei o abismo que existe entre mim e meus objetivos? Deve existir algum ponto de vista, alguma noção instintiva que possa fazer com que eu reaja de uma forma diferente. Deveria eu dispor dos poderes que podem me alimentar? Mesmo sem saber a ordem certa das coisas e hesitar em escolher um caminho, porto armas de livros, todos em punho.
Existem momentos em que perambulo pelas ruas, meio doente, meio indisposta, praguejando para todo mundo. Mas no fim ser eu mesma denota ação.
Os médicos me tratam aos poucos, me derretendo em ácidos e me dando suplementos férricos, vitamínicos, tudo para que eu mantenha meu nível de leucócitos alto neste corpo que insiste na recorrência das doenças mais dolorosas e nos lugares mais delicados do meu corpo.
A fumaça do cigarro me transfere milhões de substâncias tóxicas que baixam minha imunidade deixando meu corpo frágil e sem vida. Muitas vezes a vida me estrangula, porque as coisas nem sempre caminham da maneira que eu espero. Todos os meus planejamentos se resumem em coisas que mais cedo ou mais tarde se realizarão. Peço perdão, mas estou doente. Realmente doente, como estava há alguns anos em minha cidade natal. O meu corpo está um caos, desarrumado, eu não posso trazer visitas para dentro dele por algum tempo, não para sempre. Eu voltarei, eu me recompuserei aos poucos, assim como os meus vírus saem de dentro de mim e assim como os meus sonhos voam para longe e sofrem transformações em decorrência das circunstâncias e do tempo, que resolveu nos separar, nos juntar a outros, nos deixar longe, porque eu tenho seminários sobre pêucheux e médicos marcados, porque eu tenho algumas coisas para cuidar, mas a vontade de ter ver permanece, assim como eu demoro para te encontrar. Logo, vou me fixar nos meu planos. Preciso de um tempo para me curar de todas as coisas que me acometem neste momento. Não são poucas.

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