Dispositivo de análise

Que diabos posso fazer se minha mente insana insiste em acreditar no amor, sempre... Como um animal que insiste em caçar. Prepotente, porém instintivo. Desejo que escrever dez páginas seja mais fácil que vivê-las para poder enfrentá-las de frente. Todas as palavras trepando. Todos os sentidos latentes despertando. Essas frases fazem sentido somente juntas, assim como nós.
Quem sabe qualquer dia eu possa plantar tudo que quero para fumar tudo que preciso.
Tenho a impressão de que estou caindo o tempo inteiro, mas nem sempre percebo que é difícil mesmo acumular tantas coisas e depois jogá-las fora assim. Quanto tempo demorará para que eu decida o que quero exatamente? Talvez seja como a música dos rolling stones que estava tocando na rádio ontem: you can't always get what you want, but if you try sometimes, you just get what you need.
Aquele mano louco me mostrou seus poucos dreads e disse que eram natural, infelizmente os meus não são assim, eles são de cabelo liso. De qualquer maneira, acabamos rapidamente com o vinho e é isso que importa no fim da noite fria.
Me entristece a maneira que ele cheirou por causas que poucos entenderiam. Lamentável de verdade. Essas são a formas que o sistema encontra de nos destruir, além de tentar nos arrancar pela raíz(es).
As perguntas acerca do meu cabelo nunca cessam. As pressões também não. Já não bastassem meus problemas internos ainda há o inverno para congelar meu coração.
Incertezas se infiltram em mim como a umidade que virginia woolf descreveu em orlando.
Sinto uma grande satisfação em ser lida por ti, neguinha linda, você é uma estrela para mim, luminosa e nada entediante. Nossa sede é desértica. Sempre será. Pelo menos estamos conscientes do caos desconhecido de cada instante reservado a nós. A sós. Maktub gravado na pele, a arte exposta e em punho. A teoria posta em prática.
Me sinto clara averbuck escrevendo no blog brazileirapreta quando vocês me comentam assim tão calorosamente e cheios de literatura pulsante. Me sinto realmente no início do século XXI quando digito fazendo tanto barulho em uma tecla branca de computador. E adoro isso verdadeiramente. Me deixa em paz quando digito o ponto final mais marginal que puder sair de dentro de mim. Esse meu tipo de literatura instantânea como macarrão, faz efeito de matar a fome diária de produzir arte analisando a porra da vida linda.
Por um instante, me conformo com a vida, basta apenas um fininho.

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