Horóscopo

Estive pensando em como me cansava de tudo ao longo do tempo, menos de escrever. Eu adoro arrumar tempo para escrever. É como vislumbrar as coisas que eu sonho com um sentido real, pois muitos me leem e nossas relações têm a ver com a produção de sentido mental que eu tento deixar fluir, para que nós possamos sair de nossa zona de conforto, compartilhando nossas vivências e produzindo orgasmos, porque nós sentimos.
Não sei fazer poesia, deve ser por isso que o médico disse que eu precisava tomar sol. Estou tentando fazer isso neste inverno frio. Apenas permaneço fumando fumos cada vez melhores e mais verdes.
Não tenho um senso de comunicação, por isso sumo, por isso quero sumir, por isso: vou viajar qualquer dia não-sei-pra-onde-nem-por-quanto-tempo. Me gustaría poder hacerlo.
Todos estavam me apoiando e até então não havia como reclamar de nada, a não ser de minha própria e incansável estupidez.
As palavras correm em minhas veias e sem perceber escrevo para viver e vivo para escrever.
O amor sempre é um exemplo para viver, eu nunca quero nada diferente. Sol na casa 4, lua na casa 5. Significa que estarei introspectiva.
Queria dizer que não há nada de errado em ser um passarinho e nem em beber demais. Queria dizer à vocês que: a norma culta nem sem cumpre o seu objetivo de comunicar. Muitas são as possibilidades, embora que quando dor invada jamais encontremos alguém para chamar para de dentro de nós. Mas nós constituímos a nós mesmos, então nos devemos nossos excessos. Transbordamos. E não há nada de errado em enlouquecer. Estou apreensiva em inúmeros aspectos, porém não quero deixar nosso brilho desvanecer.

Comentários

  1. Bukowski tinha uma meta que era escrever no mínimo 10 páginas por noite até quando o dia ficasse claro e ele pudesse dormir cheirando à álcool e páginas datilografadas e provavelmente uma carteira de cigarro vazia.
    Eu estou escrevendo 24hrs por dia. Deve ser por isso que somos necessitados de tantos remédios e possuímos tantos transtornos. Nossa mente não descansa. O artista não tira folga - e ele pode estar em Balí ou Madagascar, de frente pro mar ou numa casa de vidro no meio da natureza selvagem. Não paramos.

    Baixei algumas músicas ontem e quando o ruído da rua de dentro da minha própria casa ou fora mw incomodam eu coloco meus fones e quase fica tudo ok, quase tudo ok, como um médico diria em alguém que levou algumas balas no peito e tá na sala de cirurgia.
    Talvez, eu tenha medo de ser invadida. Força não me falta para quebrar todos os abismos, as correntes, o fundo do poço, o cheiro da lama e abrir esses caminhos e sair de vez desse labiritinto que sei todas as saídas, mas há sempre um canto que parece inofensivo e parece confortável estar fora da realidade. Mas a realidade têm socos, tapas e não tem dó de soprar o lugar que me escondi. Até que eu o teto caia sobre meu corpo imundo que sabe do jogo das palavras e marginal, sorrio. Tudo ok, meu bem, me oaga mais uma dose, me traga cigarros, falamos sobre a dor depois.

    Vem pra Santiago me ver. Tô precisando de uma boa companhia e de um do bom. Essas coisas quase salvam a gente. E não há nada de ruim em viver assim - até quando pudermos resistir. Então, vou intimidar minha cara de poucos caso, para que alguma coisa na vida me dê verdadeiramente tesão além da nossa própria poesia.

    Saudade de ti, neguinha.

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