Versilibrismo

De longe vejo minhas culpas vindo me enfrentar de frente. Às vezes culpo a mim mesma, mas não é nada justo pois, eu preciso assumir quem sou para ter o poder de sê-lo. Muitos dias não tenho tanta coragem para ser quem sou, mas no momento sou uma princesa trancada em um castelo é por isso que espero muito de mim mesma, mas meu passado me construiu muito mal, e agora escrevo autobiografia não por acaso. Sempre por destino e razão de ser. Sempre pelo autoconhecimento e pela reflexão. Confesso que são coisas que tiram meu sono e não há razão para não reconhecê-las assim.
Enlouqueci finalmente ou estou apenas sóbria demais para a vida monótona e desiludida de um cidadão comum. Todas as coisas como devem ser, nem sempre é tudo tão simples em tempos de crise, mas mesmo assim os poemas de ferreira gullar são meus preferidos, mesmo que o pão seja caro e a liberdade pequena. Mesmo que o sistema me faça engolir pílulas e diga que meu cabelo é feio. Mesmo que a única coisa que eu possa enxergar dessa janela seja o mc donald's brilhando. Prefiro resistir.
Eu perco e encontro baseados constantemente e nunca me canso do fato de que minhas doenças são impossíveis de curar, porque muitos vírus assolam meu corpo.
Talvez se um dia eu puder dar aula de literatura eu seja feliz o bastante para me lembrar de todos os poetas, saber como contar as sílabas dos poemas, classificar as rimas e aprender a rimar livremente e no nível dos teus beijos raros de musicalidade e com o efeito poético do teu ritmo regular de versos irregulares.

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