Estrada fria

Aquela senhora, na parada, me contou que sua filha se enforcou. Mostrou-me a foto dela. Conversamos por horas, todas as mulheres adoraram meus dreads! Uma professora de literatura conversou comigo sobre as dificuldades de se dar aula em containers. Estive muito tempo falando sobre a cidade, sobre a vida, os percursos que nos levam à lugares loucos. Houve um acidente e ficamos presos na faixa, então tivemos tempo até mesmo de conversar com um professor de filosofia. Obviamente perdi a aula de literatura hispanoamericana e tudo sobre o modernismo.
Minha leitura de ônibus agora é viajante solitário, de keuroac, a fim de não ficar solitária, e me contentar com o hálito de whiskey dele.
O acaso é um vento que me leva a lugar algum.

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